Políticas migratórias e custos de ingressos elevam tensões na Copa do Mundo de 2026

A Copa do Mundo de 2026, iniciada nesta quinta-feira (11/6) em Estados Unidos, Canadá e México, já apresenta impasses que ultrapassam o gramado. Restrições de imigração adotadas por Washington e o conflito bélico entre Estados Unidos e Irã criaram entraves para delegações, torcedores e até árbitros escalados para o torneio.

Delegação do Irã muda base para o México

Meses antes do mundial, atletas iranianos enfrentaram atraso na emissão de vistos, liberados apenas às vésperas da competição. Parte da comissão técnica e dirigentes não recebeu autorização de viagem a tempo da preparação. Além disso, o grupo foi impedido de se hospedar no Arizona, estado onde disputará as três primeiras partidas. A solução emergencial foi instalar a delegação em Tijuana, no México. Posteriormente, Washington permitiu pernoite em solo norte-americano somente na véspera de cada jogo.

Torcedores do Irã também relatam cancelamento de ingressos a poucos dias do início do torneio, segundo agências internacionais.

Iraquianos retidos na imigração

O atacante iraquiano Aymen Hussein passou várias horas sob interrogatório no aeroporto de Chicago e teve o telefone celular inspecionado antes de ser liberado. O fotógrafo da equipe, Talal Salah, ficou mais de dez horas retido e acabou barrado.

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Árbitro somali impedido de entrar nos EUA

Escalado para ser o primeiro árbitro da Somália em uma Copa, Omar Abdulkadir Artan teve a admissão negada no aeroporto de Miami, vindo de Istambul. A alfândega citou “preocupações na checagem de antecedentes”, sem detalhes. Mesmo com visto aprovado e credencial da Fifa, o juiz ficou fora do torneio. A entidade afirmou não ter poder sobre decisões migratórias dos países-sede.

Ingressos entre os mais caros da história

Outro foco de críticas é o preço dos bilhetes. As entradas para a final variam de US$ 2.030 a US$ 7.800, superando os cerca de US$ 1.600 cobrados no Catar em 2022. Para a fase de grupos, o tíquete mais barato custa aproximadamente US$ 60, mas a quantidade disponível foi limitada, levando a maioria dos torcedores a desembolsar até US$ 620. Nas fases eliminatórias, os valores ultrapassam US$ 3.000.

Mesmo após negociações da Fifa para suavizar regras durante o mundial, relatos de dificuldades de acesso ao território norte-americano persistem, indicando que as partidas podem ser acompanhadas por um cenário de tensão fora dos estádios.

Com informações de Agência Brasil

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