Torcedores de todo o país voltaram a recorrer a velhos rituais para tentar garantir bons resultados à Seleção Brasileira na Copa do Mundo. A reportagem da Agência Brasil, veiculada na noite desta terça-feira (9), mostra que camisetas “pé-quente”, lugares fixos no sofá e amuletos variados seguem firmes como parte do repertório de superstições nacionais.
De acordo com o levantamento feito pela emissora pública, muitos adeptos evitam até lavar a peça de roupa usada em partidas anteriores consideradas vitoriosas. Outros mantêm a mesma rotina gastronômica, repetindo o cardápio que, segundo eles, deu sorte em confrontos passados.
Há ainda quem acredite que mudar de posição diante da televisão pode influenciar o desempenho em campo. Por isso, famílias inteiras combinam previamente onde cada um deve ficar sentado antes do apito inicial.
A prática não se limita às residências. Bares e restaurantes relatam clientes que insistem em ocupar a mesma mesa e até reservar o mesmo número de cadeiras em todos os jogos do Brasil. Proprietários confirmam o aumento da procura por determinados espaços considerados “talismãs”.
O psicólogo do esporte Sérgio Oliveira, ouvido pela reportagem, explica que esses comportamentos funcionam como estratégias de controle emocional. “Como o torcedor não tem influência direta sobre o resultado, ele cria rituais que dão sensação de participação”, afirmou.

Imagem: Internet
A paixonite por superstições, no entanto, também afeta quem trabalha nos estádios. Funcionários relatam a presença de simpatias nos bastidores, como entrar em campo sempre com o pé direito ou carregar fitas coloridas nos bolsos.
Embora não exista comprovação científica de que tais ações mudem o placar, a tradição segue forte e deve permanecer até o fim do mundial. Para a maioria dos entrevistados, “não custa tentar” quando o assunto é ver o Brasil levantar mais uma taça.
Com informações de Agência Brasil







