A Interaction Company of California disponibilizou em março o Poke, agente de inteligência artificial acessível por iMessage, SMS, Telegram e, em alguns mercados, WhatsApp. A proposta é permitir que qualquer pessoa configure automações apenas enviando mensagens de texto.
Financiamento e avaliação
A startup, que conta com equipe de 10 pessoas, recebeu um novo aporte de US$ 10 milhões liderado por Spark Capital e General Catalyst, além de investidores-anjo como os irmãos John e Patrick Collison (Stripe). O montante soma-se aos US$ 15 milhões captados em 2025, elevando a avaliação da empresa para US$ 300 milhões pós-money.
Como funciona
Para começar, o usuário acessa o site Poke.com, clica em “Get Started” e informa o número de telefone. Não há aplicativo a instalar; toda a interação ocorre por mensagens de texto. O sistema escolhe, em segundo plano, o modelo de IA mais adequado a cada tarefa, sem se limitar a um único fornecedor.
A operação em apps de mensagens utiliza a solução Linq. No WhatsApp, a disponibilidade é restrita desde que a Meta bloqueou chatbots de uso geral em 2025, decisão agora alvo de investigações antitruste na União Europeia, Itália e Brasil.
Casos de uso
O Poke organiza agenda, envia lembretes de medicamentos, acompanha metas de saúde, controla dispositivos domésticos, edita fotos e muito mais. O usuário também pode criar “recipes” em linguagem natural e compartilhá-los com amigos. Entre as integrações já prontas estão Gmail, Google Calendar, Outlook, Notion, Strava, Oura, Philips Hue, Sonos, GitHub e Vercel.
Segurança
O modelo de segurança inclui testes de penetração frequentes, verificação de permissões e limitação de acesso a dados. Por padrão, a equipe não visualiza os tokens do usuário; logs só são liberados mediante autorização explícita.

Imagem: Internet
Modelo de negócios
O uso inicial é gratuito. Funções que exigem dados em tempo real, como monitoramento de e-mails ou check-ins de voos, geram cobrança personalizada. Durante os testes beta, valores negociados variaram de US$ 10 a US$ 30 mensais. Segundo o cofundador Marvin von Hagen, o foco atual é expansão, não lucro.
Para incentivar a criação de novas automações, a empresa paga entre US$ 0,10 e US$ 1, dependendo da região, a cada usuário que se cadastrar via recipe compartilhada.
Com informações de TechCrunch







