A Anthropic disponibilizou nesta terça-feira (7) uma prévia do Mythos, novo modelo de inteligência artificial classificado pela empresa como um de seus mais avançados. A liberação ocorre no âmbito do Project Glasswing, programa de cibersegurança que reúne 12 organizações parceiras responsáveis por testar a ferramenta em atividades de defesa digital e proteção de softwares críticos.
Segundo a companhia, o Mythos não foi treinado especificamente para segurança da informação, mas será aplicado na análise de códigos proprietários e de projetos open source em busca de vulnerabilidades. A Anthropic afirma que, nas últimas semanas, o sistema localizou “milhares” de falhas zero-day, muitas delas classificadas como críticas e existentes há até duas décadas.
O Mythos integra a família de modelos “frontier” da plataforma Claude, destinada a tarefas complexas que exigem raciocínio avançado e geração de código. Entre os parceiros que já têm acesso à prévia estão Amazon, Apple, Broadcom, Cisco, CrowdStrike, Linux Foundation, Microsoft e Palo Alto Networks. Ao todo, 40 entidades terão permissão para utilizar o modelo nessa fase inicial, mas a versão não será disponibilizada ao público em geral.
A Anthropic declarou que mantém conversas com autoridades federais sobre o uso do Mythos. O diálogo acontece enquanto a empresa trava uma disputa judicial com o governo Trump, após o Pentágono rotular o laboratório de IA como risco à cadeia de suprimentos devido à recusa em permitir direcionamento autônomo ou vigilância de cidadãos norte-americanos.
O desenvolvimento do Mythos veio a público após um vazamento reportado pela revista Fortune no mês passado. Um rascunho de blog — que chamava o modelo de “Capybara” — foi encontrado em um repositório aberto por engano. À época, o documento descrevia o sistema como “o mais poderoso” já criado pela Anthropic, superando a linha Opus.

Imagem: Getty
Em março, a empresa também expôs inadvertidamente cerca de 2 000 arquivos-fonte e mais de meio milhão de linhas de código durante o lançamento da versão 2.1.88 do pacote Claude Code, episódio que resultou na remoção temporária de milhares de repositórios no GitHub enquanto a companhia tentava conter a falha.
Com informações de TechCrunch







