O vice-presidente executivo de Games & Entretenimento Digital Global da Disney, Sean Shoptaw, afirmou no SXSW, em Austin (EUA), que a indústria passa por uma “disrupção maciça” e que a companhia quer posicionar seus jogos no mesmo patamar de relevância que cinema, TV e parques temáticos.
Foco em histórias originais
Segundo Shoptaw, a Disney abandonou, há cerca de oito anos, a estratégia de lançar apenas adaptações de filmes para priorizar narrativas inéditas dentro de seus universos. “Não queremos mais jogos ‘cumpridores de tabela’”, disse o executivo ao portal Laughing Place. Esse movimento ganhou força depois do encerramento da Disney Interactive Studios em 2016, quando a empresa optou por trabalhar exclusivamente com estúdios externos.
Hoje, equipes de mobile, console e PC espalhadas pelo mundo desenvolvem títulos baseados em propriedades da Disney. A meta, reforçou Shoptaw, é criar novas franquias e expandir as já existentes, reproduzindo nos games a mesma estratégia de integração que Walt Disney desenhou em 1957 para cinema, TV, livros e produtos licenciados.
Parceria bilionária com Fortnite
O executivo destacou plataformas como Fortnite e Roblox, classificadas por ele como “grandes redes sociais” que estão transformando o mercado. Em fevereiro, a Disney investiu US$ 1,5 bilhão na Epic Games para construir um ambiente virtual inspirado em seus universos dentro de Fortnite.
Os primeiros resultados já aparecem: novas ferramentas do Unreal Editor for Fortnite possibilitam criações variadas de Star Wars, e a recente temporada temática de Os Simpsons elevou o número de jogadores aos níveis mais altos em meses. “Esse é um exemplo do que podemos fazer com outras marcas”, comentou Shoptaw.
Embora seja um dos maiores jogos do mundo, Fortnite também enfrenta custos elevados. A Epic ajustou o preço dos V-Bucks para “pagar as contas” e, em 2023, demitiu cerca de 1.000 funcionários, além de encerrar projetos paralelos.

Imagem: Internet
Games conectados aos parques
Shoptaw vê oportunidade de estender a experiência dos parques ao ambiente digital. “A pessoa vive algo incrível no parque, mas, ao sair, isso acaba. Queremos levar essa vivência para fora dos portões, gamificando e mantendo a relevância no celular, no carro, em qualquer lugar”, explicou.
Ideias em estudo incluem vender passagens da Disney Cruise Line ou estrear filmes dentro de Fortnite, além de possíveis ativações para o próximo Super Bowl, que terá transmissão da ESPN — controlada pela Disney.
Com informações de GameSpot






