FCC proíbe importação de novos roteadores residenciais fabricados no exterior por risco de segurança

Washington (EUA) – A Comissão Federal de Comunicações (FCC) determinou, na noite de segunda-feira (24/03/2026), a proibição da entrada nos Estados Unidos de novos roteadores de uso doméstico produzidos fora do país, alegando ameaças cibernéticas à segurança nacional.

O despacho atinge todos os equipamentos de categoria “consumer-grade” fabricados no exterior. O bloqueio não afeta roteadores já em uso ou em trânsito, e exceções poderão ser concedidas caso os Departamentos de Defesa ou de Segurança Interna deem aval específico.

Segundo a FCC, aparelhos estrangeiros apresentam “risco inaceitável” devido à ação de grupos de hackers apoiados pela China, identificados como Volt, Salt Typhoon e Flax Typhoon. Estimativas da Reuters apontam que empresas chinesas detêm cerca de 60% do mercado global de roteadores residenciais.

O órgão regulador sustenta que falhas em equipamentos importados vêm sendo exploradas para invadir residências nos EUA, derrubar redes e viabilizar crimes cibernéticos e vigilância não autorizada. Roteadores também são utilizados para compor redes zumbis em ataques de negação de serviço distribuído (DDoS).

A FCC não apresentou dados que comprovem maior segurança em roteadores produzidos nos Estados Unidos. Um porta-voz da agência não respondeu a pedido de comentário.

Grupos de hackers citados

O Salt Typhoon, ligado a Pequim, já comprometeu dezenas de operadoras de telefonia e internet pelo mundo, explorando falhas inclusive em equipamentos da norte-americana Cisco. Já o Flax Typhoon, acusado pelas autoridades dos EUA de manter vasta botnet, teria assumido o controle de pelo menos 126 mil dispositivos no país e milhares em outros territórios, utilizando roteadores nacionais e estrangeiros.

FCC proíbe importação de novos roteadores residenciais fabricados no exterior por risco de segurança - Imagem do artigo original

Imagem: Getty

Em declaração por escrito, o presidente da FCC, Brendan Carr, afirmou que a agência “continuará fazendo sua parte para manter o ciberespaço, a infraestrutura crítica e as cadeias de suprimentos dos EUA seguros”.

Apesar da onda de ataques atribuídos a hackers chineses, Carr esteve entre os dois comissários que votaram em novembro pela revogação de regras que obrigavam operadoras de telecomunicações a proteger sistemas de interceptação legal contra invasões.

Com informações de TechCrunch

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