O Google concluiu nesta semana a compra da empresa de cibersegurança Wiz por US$ 32 bilhões, valor que representa a maior aquisição da história da gigante de tecnologia e o maior negócio já registrado envolvendo uma startup financiada por capital de risco.
O assunto foi detalhado no podcast Equity, do TechCrunch. Participaram os jornalistas Rebecca Bellan, Sean O’Kane e Anthony Ha, além de Shardul Shah, sócio da Index Ventures e representante do maior bloco de investidores da Wiz. Shah acompanhou os fundadores Assaf Rappaport, Ami Luttwak e Roy Reznik desde o primeiro empreendimento do trio, a Adallom, há cerca de dez anos.
Três vetores: IA, nuvem e segurança
Para Shah, a transação era “esperada”, pois a Wiz “está no centro de três ventos favoráveis: inteligência artificial, computação em nuvem e aumento dos gastos com segurança”. Ele chegou a classificar o acordo como “negócio do ano ou da década”.
Proposta rejeitada anteriormente
O investidor relembrou que os fundadores recusaram uma oferta anterior do Google. Segundo ele, a decisão demonstrou confiança da equipe no próprio crescimento. “Eu disse a eles que acreditava mais neles do que eles mesmos”, contou.
Foco em pessoas e cultura
Questionado sobre o que tornou a Wiz atraente, Shah citou a liderança de Rappaport e a complementaridade entre os cofundadores. “Desde o início, criaram um ambiente de confiança que permitiu desenvolver uma plataforma com velocidade incomparável”, afirmou.

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Sinergias pós-compra
A Wiz oferece soluções para proteger infraestrutura em nuvem e códigos em produção. De acordo com Shah, o acesso a capital, à infraestrutura de nuvem e ao talento em IA do Google ajudará a ampliar o alcance do serviço, preservando a cultura interna da empresa.
Impacto no ecossistema
Para o parceiro da Index Ventures, o acordo deve inspirar novos empreendedores e movimentar o mercado. “Há muitas pessoas que terão suas vidas transformadas por esse investimento”, concluiu.
Com informações de TechCrunch







