A Nyne, criada pelo engenheiro de software Michael Fanous e por seu pai, o veterano CTO Emad Fanous, anunciou nesta sexta-feira (13) uma rodada seed de US$ 5,3 milhões. O aporte foi liderado pelos fundos Wischoff Ventures e South Park Commons, com participação de investidores-anjo como Gil Elbaz, cofundador da Applied Semantics e pioneiro do Google AdSense.
A startup, sediada na Califórnia, quer se tornar uma camada de inteligência que permita a agentes de inteligência artificial compreenderem melhor os usuários a partir de todo o seu rastro digital. Segundo Michael Fanous, as máquinas ainda têm dificuldade para confirmar se um perfil profissional no LinkedIn, uma conta no Instagram e registros públicos pertencem à mesma pessoa, o que limita a autonomia desses sistemas em tarefas como compras ou agendamentos.
Como funciona
Para resolver o problema, a Nyne utiliza milhões de “miniagentes” espalhados pela internet que analisam dados públicos de redes sociais como Instagram, Facebook e X, além de plataformas como SoundCloud e Strava. Essas informações são processadas por modelos de aprendizado de máquina que conectam os pontos e constroem um panorama único do indivíduo, abrangendo interesses, hobbies e padrões de comportamento.
Fanous destaca que, ao contrário do Google — que tem acesso exclusivo ao histórico de buscas de seus usuários —, empresas externas não contam com essa vantagem de dados. “Posso fornecer qualquer pedaço de informação que ajude o agente a executar a próxima ação correta”, afirma o CEO.
Mercado e aplicação
Nichole Wischoff, fundadora da Wischoff Ventures, acredita que a base de dados da Nyne terá alto valor para companhias que pretendem empregar agentes de IA em interações com consumidores. “Como saber que você está grávida e vender A, B ou C o mais cedo possível?”, exemplifica a investidora.

Imagem: Getty
A proposta da Nyne lembra as antigas empresas de adtech, mas a startup afirma que sua solução oferece um nível de precisão maior, concebido especificamente para a nova geração de agentes autônomos.
Relação de pai e filho
Sobre a parceria familiar, Michael Fanous diz que trabalhar com o pai lhe dá segurança extra: “Se eu precisar chamá-lo às três da manhã para finalizar um lançamento, sei que ele ainda vai me amar no dia seguinte”.
Com informações de TechCrunch







