Startup chinesa Gestala capta US$ 21,6 milhões dois meses após ser criada

A Gestala, jovem empresa chinesa que desenvolve interfaces cérebro-computador (BCI) por ultrassom não invasivo, levantou US$ 21,6 milhões (150 milhões de iuanes) apenas dois meses depois de sair do papel. A avaliação da companhia varia entre US$ 100 milhões e US$ 200 milhões, informou o fundador e presidente-executivo Phoenix Peng.

O aporte foi co-liderado por Guosheng Capital e Dalton Venture, com participação de Tsing Song Capital, Gobi Ventures, Fourier Intelligence, Liepin e Seas Capital. Segundo Peng, a rodada foi superdimensionada: os compromissos somaram mais de US$ 58 milhões.

Expansão acelerada

Com o novo capital, a Gestala pretende intensificar pesquisas, ampliar a equipe dos atuais 15 para cerca de 35 funcionários até o fim do ano e instalar uma fábrica na China. O objetivo é concluir o primeiro protótipo de geração inicial ainda em 2026.

Tecnologia por ultrassom

A companhia é a primeira no país a apostar em BCI por ultrassom, tecnologia que vem ganhando força globalmente. Sem necessidade de cirurgia, o método promete cobrir áreas mais amplas do cérebro, inclusive circuitos profundos, além de estimular ou inibir atividades neurais com precisão por meio de matrizes de ultrassom em fase.

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Mercados em foco

O principal programa clínico da Gestala mira o tratamento de dor crônica. A empresa também estuda aplicações em saúde mental — como depressão, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), autismo e TOC — e reabilitação pós-AVC. Entre os alvos de longo prazo estão doença de Alzheimer, tremor essencial e Parkinson. No total, seis a oito indicações estão em fase de pesquisa inicial, ainda sem ensaios clínicos formais.

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Imagem: Getty

Vantagem de velocidade e custo

Para acelerar o desenvolvimento, a startup colabora com grandes hospitais chineses, reduzindo o custo dos estudos clínicos para cerca de 20% a 33% do valor de pesquisas equivalentes nos Estados Unidos ou na Europa. Paralelamente, constrói o “Ultrasound Brain Bank”, banco de dados clínicos destinado a treinar modelos de inteligência artificial capazes de decodificar sinais cerebrais.

Cooperação internacional

Apesar das tensões geopolíticas, Peng defende a colaboração entre China e EUA. Segundo ele, o mercado chinês oferece capacidade de pesquisa clínica em larga escala e cadeias de suprimento eficientes, enquanto os Estados Unidos concentram talento científico de ponta.

Com informações de TechCrunch

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