A Seleção Brasileira entra em campo nesta segunda-feira (29) contra o Japão, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, com a torcida atenta de Simão Ribeiro da Silva, de 91 anos. Morador de Sobradinho (DF), o piauiense irá testemunhar seu 20º Mundial, mantendo a confiança de que o sexto título finalmente chegará.
Pioneiro na construção de Brasília, eletricista aposentado e diácono, “Seu Simão” nasceu em Cristino Castro (PI). Pai de sete filhos, avô de mais de dez netos e bisavô de cerca de 20 bisnetos, ele recorda como a tecnologia moldou sua relação com o futebol ao longo de quase um século.
Da válvula ao colorido
A primeira Copa que acompanhou foi a de 1950, ouvida num rádio de válvula enquanto trabalhava em garimpos no Piauí. A derrota por 2 a 1 para o Uruguai, no Maracanã, ficou marcada como “calamidade”. “Não era todo mundo que tinha rádio; quem tinha não gostava que ficassem ouvindo”, relata.
Vinte anos depois, já morando no Distrito Federal, Simão possuía uma das raras televisões em cores da vizinhança. Durante o Mundial de 1970, montou cadeiras na rua e transformou a casa em “cineminha” para acompanhar, com amigos e vizinhos, o tricampeonato de Pelé, Jairzinho e Tostão.
Confiança renovada
Para 2026, ele mantém o otimismo. “Já tivemos Copa em que o time chegou desacreditado e levantou a moral. Desta vez, não deve nada a ninguém. O hexa vem”, aposta.

Imagem: Internet
Única pentacampeã da história (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), a Seleção busca, no Canadá, nos Estados Unidos e no México, o título que escapou desde 2002. E, diante da televisão, Seu Simão promete repetir o ritual que o acompanha há 76 anos. “Quando era só voz do locutor, a gente vibrava pelo ouvido. Agora é só ver a imagem que a festa começa”, conclui.
Com informações de Agência Brasil













