Analistas da EBC discutem convocação de Ancelotti para a Copa e retorno de Neymar

A relação dos 26 jogadores chamados por Carlo Ancelotti na segunda-feira (18), no Rio de Janeiro, para defender o Brasil na Copa do Mundo foi examinada pelos comentaristas do núcleo de Esportes da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O principal ponto de atenção foi a volta de Neymar, que não atuava pela seleção desde outubro de 2023 e chega ao torneio aos 34 anos.

Retorno de Neymar divide opiniões

Sergio du Bocage avaliou que a presença do atacante era esperada, mas vê o camisa 10 abaixo do protagonismo exigido em um Mundial. Ele ponderou que, com o aumento do elenco para 26 nomes, houve espaço para incluir o jogador; em lista de 23, acredita que Neymar poderia ter ficado fora.

Bruno Mendes considerou acertada a convocação, ressaltando o peso simbólico do atleta no futebol internacional. Para Marcelo Smigol, embora o desempenho no Santos não seja brilhante, a decisão evita futuras críticas caso o Brasil tropece sem o ídolo.

Rodrigo Ricardo classificou a escolha como surpreendente e atribuiu o chamado mais a fatores extracampo, como interesses comerciais e pressão de patrocinadores, do que ao rendimento em campo. Rachel Motta, por sua vez, não aposta em Neymar como titular imediato e questiona o posicionamento tático que Ancelotti adotará para encaixá-lo sem deslocar Vinícius Júnior da ponta esquerda.

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Surpresas na lista

Entre os nomes menos cotados que apareceram, dois se destacaram para os comentaristas. Weverton, goleiro do Grêmio, ganhou espaço após falhas recentes de Bento e Hugo Souza, segundo Rachel. Rayan, atacante do Bournemouth, foi elogiado por Rodrigo Ricardo e Bruno Mendes pelo bom início na Premier League: cinco gols e duas assistências em 14 partidas.

Debate sobre Lucas Paquetá

A convocação do meia do Flamengo gerou divergências. Rodrigo Ricardo entende que Paquetá caiu de rendimento e não vinha sendo lembrado pelo técnico. Bocage apontou que o atleta superou Andrey Santos, em baixa no Chelsea, enquanto Rachel considerou o rubro-negro uma alternativa criativa valiosa, mesmo que comece no banco.

Quem ficou de fora

A ausência mais citada foi a de Pedro, artilheiro do Campeonato Brasileiro. Bocage acredita que Ancelotti preferiu Igor Thiago, do Brentford, por atuar no futebol inglês. Rodrigo Ricardo e Bruno Mendes lamentaram a exclusão do centroavante flamenguista e também apontaram a falta de João Pedro, do Chelsea.

Apesar das discordâncias, os analistas da EBC veem o grupo com condições de competir pelo título nos Estados Unidos, México e Canadá, embora não coloquem o Brasil como franco-favorito.

Com informações de Agência Brasil

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