Valar Atomics negocia nova rodada de US$ 1 bilhão que pode elevar avaliação a US$ 6 bilhões

Valar Atomics, startup norte-americana que desenvolve small modular reactors (SMRs), discute a captação de uma nova rodada de aproximadamente US$ 1 bilhão, segundo três fontes próximas à empresa. O financiamento deverá ser liderado pela Sequoia Capital e pode fixar a avaliação da companhia em torno de US$ 6 bilhões.

A negociação ocorre três anos após a fundação da empresa em El Segundo, Califórnia. Parte desse montante já teria sido obtida anteriormente a valorizações menores. Em março, a Bloomberg noticiou que a Valar havia levantado US$ 450 milhões — US$ 340 milhões em ações e US$ 110 milhões em dívida — a uma avaliação de US$ 2 bilhões.

Operações divididas em parcelas e com múltiplas avaliações têm se tornado frequentes no ambiente de captações impulsionadas por inteligência artificial. Nesses casos, investidores que entram na mesma rodada podem pagar preços diferentes pelos mesmos papéis.

Nem a Sequoia nem a Valar Atomics comentaram as tratativas.

Parceria com Nvidia e demanda por energia

No início de julho, a empresa demonstrou que seu reator conseguiu fornecer uma pequena quantidade de energia para um chip de IA da Nvidia. Paralelamente, ambas anunciaram parceria para estudar o uso de energia nuclear em futuros data centers voltados a inteligência artificial.

A busca por fontes de eletricidade para esses centros de processamento cresce rapidamente, enquanto muitas concessionárias ainda levam anos para ampliar a capacidade instalada. Nesse cenário, a energia nuclear, historicamente marcada por custos elevados e entraves regulatórios, voltou a ganhar atenção.

Investidores e concorrência

Entre os apoiadores da Valar estão Palmer Luckey, fundador da Anduril, e Shyam Sankar, diretor de tecnologia da Palantir. Outras empresas que desenvolvem reatores de nova geração para clientes de tecnologia e indústria incluem Kairos Power, TerraPower (de Bill Gates) e NuScale Power — esta última a única com aprovação de projeto de SMR pela agência reguladora dos Estados Unidos.

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Imagem: Internet

Tecnologia e desafios regulatórios

A Valar aposta em um reator resfriado a hélio, de alta temperatura, e pretende construir centenas de unidades para abastecer data centers. Embora os SMRs prometam custos menores e produção em série, a tecnologia ainda é incipiente e não há clareza sobre quando poderá ser adotada em escala industrial.

Em paralelo, a empresa adotou postura firme diante do órgão regulador. No ano passado, uniu-se a estados e outras startups em um processo contra a Comissão Reguladora Nuclear, alegando que o órgão aplica indevidamente o mesmo processo de licenciamento de usinas comerciais completas a pequenos reatores de teste. O caso segue sem resolução; sucessivas suspensões indicam possível acordo.

Fundador

A companhia foi criada por Isaiah Taylor, que abandonou o ensino médio aos 16 anos. Hoje com 27, o empreendedor diz ter fundado outras duas startups antes da Valar e costuma lembrar que seu bisavô trabalhou como físico nuclear no Projeto Manhattan.

Com informações de TechCrunch

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