Ultrahuman volta ao mercado dos EUA com Ring Pro e reacende disputa com Oura

BENGALURU (Índia) / ESTADOS UNIDOS — A Ultrahuman recebeu autorização da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) para importar o smart ring Ring Pro, abrindo caminho para relançar suas operações no país e enfrentar a líder de mercado Oura.

A liberação ocorre menos de um mês após o lançamento global do dispositivo, em 29 de fevereiro, e sucede decisão da Comissão de Comércio Internacional dos EUA (ITC) de outubro de 2025 que, a pedido da Oura, barrou a entrada do modelo anterior, Ring Air. Segundo o CEO Mohit Kumar, a proibição temporária custou até US$ 50 milhões em vendas perdidas.

Mercado norte-americano em foco

Os Estados Unidos concentram cerca de 60% das vendas globais de anéis inteligentes, totalizando 2,6 milhões de unidades em 2025 — alta anual de 59%, de acordo com dados da IDC.

Antes das restrições, a participação da Ultrahuman subiu de 11,5% em 2024 para 24,6% no segundo trimestre de 2025, mas caiu para dígitos baixos no fim do ano. No mesmo intervalo, a Oura avançou de 63,3% para 85% do mercado, absorvendo a fatia deixada pela rival, informou o gerente de pesquisa da IDC, Jitesh Ubrani.

Kumar afirmou que, no auge, os EUA respondiam por metade da receita da Ultrahuman. Com a retomada, a empresa prevê reconstruir cadeia de suprimentos e distribuição em cinco a seis meses.

Novo design e pré-venda

O Ring Pro adota estrutura metálica unibody, característica que, segundo a companhia, ajudou a garantir o aval do CBP e melhora a autonomia de bateria e o processamento embarcado. As pré-vendas já estão abertas nos EUA, com início das entregas em 15 de maio. O preço parte de US$ 399, com lote inicial de mil unidades a US$ 349.

O executivo destacou que o modelo fazia parte de um ciclo natural de atualização, mas também serve para responder de forma definitiva à disputa de patentes. “Acreditamos que o Ring Air não infringe patentes e estamos contestando isso na Justiça federal dos EUA”, declarou.

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Imagem: Internet

Expansão cruzada Índia–EUA

Enquanto a Ultrahuman acelera nos EUA, a Oura estreou na Índia na semana passada com o Ring 4, ampliando a rivalidade entre as duas marcas. Relatório da IDC mostra que os embarques de smart rings no mercado indiano recuaram 30,6% em 2025. A Ultrahuman lidera com 30,4% de participação, seguida pela Gabit (18,3%). O preço médio caiu 8,7%, para US$ 160, refletindo maior competição.

Perfil de usuários e próximos passos

Dos cerca de 700 mil usuários ativos diários da Ultrahuman no mundo, 45% estão nos EUA. O público norte-americano é majoritariamente feminino, representando 73% a 74% dos usuários, contra 68% na média global, proporção que subiu em relação aos 65% registrados um ano antes.

Kumar revelou ainda que a empresa desenvolve um novo wearable dedicado a outro biomarcador, ampliando o portfólio que hoje monitora frequência cardíaca, variabilidade da frequência cardíaca, temperatura da pele, estágios do sono, movimento e nível de oxigênio no sangue.

Com informações de TechCrunch

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