Os Estados Unidos vão impor, em 22 de julho, uma sobretaxa de 25% sobre 480 produtos exportados pelo Espírito Santo. O acréscimo atinge mercadorias que, em 2025, renderam US$ 230,1 milhões ao estado, valor equivalente a 2,3% de toda a pauta externa capixaba e 8,1% das vendas para o mercado norte-americano.
Setores mais expostos
De acordo com dados do Comex Stat, consolidados pelo Observatório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), os segmentos de rochas ornamentais e do agronegócio estão entre os mais vulneráveis. “Os Estados Unidos são o principal destino das exportações capixabas, o que nos coloca entre os estados mais expostos a essa medida”, afirmou o presidente da Findes, Paulo Baraona.
Em 2025, as vendas capixabas para o território norte-americano somaram US$ 2,8 bilhões, 27% do total exportado pelo estado. No primeiro semestre de 2026, o montante chegou a US$ 1,4 bilhão, representando 27,5% da pauta, mas com retração de 17,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O que será taxado
A lista de itens que passarão a pagar a tarifa inclui:
- Granitos, mármores e outras pedras naturais trabalhadas;
- Madeiras perfiladas;
- Nozes, castanhas e amêndoas;
- Peixes e carnes de pescado congeladas;
- Ovos in natura;
- Produtos alimentícios processados, como chocolates, biscoitos e molhos;
- Cosméticos, xampus e desodorantes;
- Artefatos de cimento, concreto e pedra artificial;
- Calçados de borracha ou plástico;
- Máquinas e ferramentas para a indústria de rochas.
Itens que ficaram de fora
Produtos de maior peso na balança capixaba foram poupados da nova cobrança, entre eles:

Imagem: Internet
- Minério de ferro (aglomerado e não aglomerado);
- Celulose;
- Petróleo bruto;
- Café em grão;
- Quartzitos.
Estratégia de diversificação
Diante do novo cenário, a Findes informou que trabalha, em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), para reforçar o relacionamento comercial com os EUA e ampliar a presença das empresas capixabas em outros destinos. O Espírito Santo mantém hoje relações comerciais com mais de 170 mercados e aposta na diversificação para mitigar riscos e preservar a competitividade da indústria local.
Com informações de Folha Vitória













