Embora Lionel Messi e Lamine Yamal concentrem os holofotes na decisão da Copa do Mundo deste domingo (19), às 16h (horário de Brasília), em Nova Jersey (EUA), Argentina e Espanha contam com nomes menos badalados que foram determinantes para a chegada das seleções à final.
Trinca defensiva impulsiona a Albiceleste
Com participação direta em 12 dos 19 gols argentinos, Messi lidera o ataque, mas o sistema defensivo sustenta a campanha. Segundo o Power Ranking da Fifa, o zagueiro Cristian Romero recebeu nota 7,34 — a sexta maior entre todos os atletas do torneio — e foi o melhor em ações defensivas (7,79) na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na semifinal em Atlanta.
Romero também balançou a rede: seu gol de cabeça, após cruzamento de Messi, iniciou a virada por 3 a 2 contra o Egito nas oitavas, no mesmo estádio.
Parceiro de zaga, Lisandro Martínez (1,75 m) se destaca pelo posicionamento e pela saída de bola. Um lançamento seu, da intermediária, abriu caminho para o primeiro gol de Messi na vitória sobre Cabo Verde nos 16 avos de final, em Miami. O próprio Lisandro marcou nesse jogo, completando escanteio cobrado pelo camisa 10.
No meio-campo, Alexis Mac Allister (1,76 m) virou arma aérea. Cabeceou o primeiro gol do 3 a 1 sobre a Suíça, nas quartas em Kansas City, e acertou as traves inglesas duas vezes na semifinal.
Fúria reforçada pelo lado direito
A Espanha sofreu apenas um gol em toda a Copa. A consistência defensiva ganhou reforço inesperado com Pedro Porro, lateral que assumiu a vaga aberta pelas lesões de Dani Carvajal. No Power Ranking, Porro tem 7,69 em desempenho defensivo, atrás apenas do volante Rodri (8,03). Ofensivamente, já marcou dois gols, incluindo o que fechou o 2 a 0 sobre a França na semifinal, em Dallas.

Imagem: Reuters
Reservas que decidem
Mikel Merino deixou o banco para garantir vitórias por 1 a 0 contra Portugal, nas oitavas, e por 2 a 1 sobre a Bélgica, nas quartas, ambas em solo norte-americano. O meio-campista, versátil desde que passou a atuar como “falso 9” no Arsenal, repetiu o papel decisivo que exerceu na Eurocopa de 2024, quando fez o gol da classificação espanhola sobre a Alemanha nas semifinais.
Artilheiro discreto, mas eficiente
Ataque de origem, Mikel Oyarzabal soma 18 gols nos 22 jogos pela seleção após o título da Euro de 2024. Na atual Copa, já marcou cinco, liderando a artilharia espanhola. O jogador tem histórico de gols em todas as seis finais que disputou, incluindo a Olimpíada de Tóquio e duas Copas do Rei levantadas com a Real Sociedad.
Com elenco recheado de coadjuvantes que decidiram em momentos cruciais, Argentina e Espanha entram em campo amparadas não apenas por seus astros, mas também por heróis que podem voltar a aparecer quando a taça estiver em jogo.
Com informações de Agência Brasil











