Servidores de Marechal Floriano realizam paralisação por atraso no vale-alimentação

Na manhã desta terça-feira (11), servidores públicos de Marechal Floriano iniciaram uma paralisação geral, acompanhada de uma passeata em frente à Câmara Municipal e à Prefeitura, em resposta ao atraso no pagamento do vale-alimentação referente ao mês de julho.

A decisão de paralisar as atividades foi tomada em uma assembleia extraordinária do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Marechal Floriano (SINDSMAF), realizada na segunda-feira (10). A paralisação está prevista para continuar nesta quarta-feira (12). A administração municipal, por sua vez, afirmou que não recebeu nenhuma notificação formal sobre a decisão do sindicato.

Segundo a Prefeitura, a ausência do pagamento não se deve à falta de recursos. O valor do vale-alimentação, que era de R$ 300 no ano anterior, foi elevado para R$ 600 em 2023, além de um adicional de R$ 300 programado para dezembro de 2025.

A gestão municipal explicou que o aumento foi aprovado em novembro de 2025, mas não houve a devida atualização no Orçamento de 2026. Como resultado, a verba destinada ao vale-alimentação dos servidores atingiu seu limite em junho deste ano.

Uma reunião está agendada para esta quarta-feira (12), às 8h, com o objetivo de discutir a readequação do orçamento. O encontro contará com a presença da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final da Câmara Municipal, representantes do sindicato e membros do Poder Executivo.

A administração informou que um novo projeto de lei foi enviado à Câmara em julho, solicitando um reforço no orçamento, mas a readequação ainda está em análise e não recebeu a aprovação dos vereadores.

Durante a discussão, parlamentares levantaram questões sobre a origem dos recursos. A Secretaria Municipal de Finanças e a assessoria contábil da Prefeitura afirmaram que as fontes apresentadas são regulares e não vinculadas.

A Prefeitura de Marechal Floriano ressaltou que não foi oficialmente notificada sobre a paralisação e que respeita o direito constitucional à manifestação e à greve, mas também tem a responsabilidade de assegurar a continuidade dos serviços públicos. A gestão ainda alegou que o sindicato não buscou diálogo antes de decidir pela paralisação.

Por sua vez, o sindicato declarou que a falta do pagamento do vale-alimentação “agrava as condições de trabalho e fere os direitos básicos dos servidores”. Em comunicado, o SINDSMAF afirmou que a paralisação é um direito constitucional dos servidores e que está sendo realizada de maneira organizada e pacífica, em conformidade com a legislação, para dar visibilidade às demandas da categoria.

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