O ex-lateral Joan Capdevila, integrante da seleção espanhola campeã mundial em 2010, teve o pedido de autorização de viagem (Esta) recusado pelos Estados Unidos e não poderá assistir à final da Copa do Mundo de 2026, neste domingo (19), em Nova Jersey, entre Espanha e Argentina, às 16h (horário de Brasília).
Capdevila, de 48 anos, publicou em sua conta na rede X que pretendia acompanhar a decisão ao lado dos filhos, mas recebeu a negativa do Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem. Segundo o ex-jogador, o veto está ligado a um amistoso disputado em 2016, em Teerã, quando participou de uma equipe formada por ex-atletas da LaLiga contra um time de estrelas do futebol iraniano. Entre os participantes daquela partida festiva estava o também naturalizado espanhol Marcos Senna.
Ao relatar o caso, o ex-defensor marcou o perfil do então presidente norte-americano Donald Trump e pediu auxílio. Ele também acionou, sem sucesso até o momento, os perfis do Ministério da Educação, Formação Profissional e Esportes da Espanha e do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
A legislação americana determina que viajantes que estiveram no Irã em ou após 1º de março de 2011, ou que possuam dupla nacionalidade iraniana, não são elegíveis para o Esta e precisam solicitar visto convencional. Essa restrição já havia gerado transtornos para torcedores e para a própria seleção iraniana durante o Mundial.
Convite da federação e colegas já nos EUA
Capdevila foi convidado pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) para se juntar a outros campeões de 2010 na final em Nova Jersey. Iker Casillas, Carles Puyol, Sergio Ramos e Xavi Hernández já se encontram em solo norte-americano.
Dificuldades também para a seleção iraniana
A relação tensa entre Washington e Teerã provocou atrasos na emissão de vistos para jogadores, dirigentes e comissão técnica do Irã antes do início da Copa. Os iranianos pediram à Fifa que seus jogos fossem transferidos para o México, outro país-sede, mas o pedido foi negado. A delegação recebeu autorização de entrada nos EUA apenas um dia antes da estreia, empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia em Los Angeles. Posteriormente, enfrentou atrasos para regressar à base em Tijuana, no México.

Imagem: Internet
O técnico Amir Ghalenoei classificou o tratamento como “desigual” e reclamou das condições de preparação. O capitão Mehdi Taremi acusou Fifa e autoridades americanas de tentarem eliminar a equipe precocemente. Mesmo invicta, com três empates no grupo que tinha ainda Egito e Bélgica, a seleção iraniana ficou fora da fase seguinte.
Capdevila segue buscando alternativas para reverter a decisão e participar, ao lado dos filhos, da partida que pode render à Espanha o segundo título mundial.
Com informações de Agência Brasil









