São Paulo, 26 de junho de 2026 — Hackers de origem russa foram identificados como responsáveis pelo ataque cibernético que paralisou a Jaguar Land Rover (JLR) no ano passado e gerou um impacto estimado em US$ 2,5 bilhões à economia britânica, segundo pessoas próximas à investigação ouvidas pelo jornal The New York Times.
O incidente interrompeu a produção da montadora por vários meses e levou o governo do Reino Unido a conceder um resgate financeiro de £1,5 bilhão (cerca de US$ 2 bilhões) para estabilizar a empresa, uma das maiores empregadoras do país.
Investigação internacional
De acordo com a reportagem, a Microsoft rastreava o grupo de invasores e comunicou à JLR detalhes sobre sua identidade. A apuração também contou com a participação do FBI, da Agência Nacional do Crime (NCA) e do Centro Nacional de Segurança Cibernética (NCSC) do Reino Unido, além das equipes da Mandiant, pertencente ao Google, e da Palo Alto Networks.
Os investigadores ainda tentam determinar se o grupo agiu sob ordens diretas do governo de Vladimir Putin, de forma independente ou com aprovação tácita das autoridades russas.
Outro invasor identificado
O Times aponta que, paralelamente ao grupo russo, um hacker jordaniano conhecido como “Rey” também conseguiu acesso a algumas redes internas da JLR — um caso incomum, mas não inédito, de múltiplas violações simultâneas contra a mesma organização.

Imagem: Getty
Até o momento, não há informações sobre qualquer ligação entre Rey e o grupo russo, nem sobre possíveis danos adicionais causados por esse segundo acesso.
Com informações de TechCrunch












