Demanda aquecida eleva aluguel comercial a até R$ 300/m² na Praia do Canto

A Praia do Canto, em Vitória, consolidou-se como o endereço comercial mais valorizado da capital capixaba, impulsionada por procura crescente e renda média elevada dos consumidores locais. A vacância de lojas e escritórios é praticamente nula, cenário que sustenta valores de locação em patamar recorde.

Aluguéis chegam a R$ 300 por metro quadrado

Negociações recentes indicam aluguéis em torno de R$ 200 por metro quadrado, enquanto pedidos de até R$ 300 por metro quadrado se tornaram comuns em pontos de destaque nas ruas Aleixo Netto, Joaquim Lírio e Chapot Presvot. Em um centro comercial na Rua Joaquim Lírio, proprietários trabalham com valores próximos do teto de R$ 300 por metro quadrado.

Segundo o corretor Luiz Henrique Stanger, que atua na região, esses preços chegam a ser mais que o dobro dos praticados em bairros importantes como Jardim Camburi e Jardim da Penha.

Disputa entre grifes, restaurantes e serviços

Pontos estratégicos têm sido ocupados por marcas de moda e gastronomia, entre elas Form, Empório Joaquim, Libanesa e o novo restaurante do grupo 21VINTE7. Empresas de maior porte, como o Sicoob ES, também decidiram fincar bandeira no coração do bairro.

Redes de academias, a exemplo da Wellness, buscam presença em extremidades opostas da região, enquanto sorveterias Borelli, Barutti e Bacio di Latte escolheram áreas de grande fluxo de pedestres.

Salas comerciais acompanham valorização

No segmento de escritórios, espaços destinados a serviços de saúde, estética e bem-estar são absorvidos rapidamente. Os contratos partem de valores pouco abaixo de R$ 200 por metro quadrado, mantendo a vacância praticamente em zero.

Com a oferta escassa, negociações costumam ocorrer antes mesmo de o inquilino atual entregar o imóvel, e o pagamento de luvas começa a ganhar força para garantir o ponto.

Novo estoque chegará apenas a partir de 2027

A escassez de áreas disponíveis levou proprietários a considerar a construção de lojas em terrenos que não comportam projetos residenciais. Fachadas ativas em novos edifícios tornaram-se frequentes, assim como retrofit de imóveis existentes.

Casas antigas, antes vistas como locais para futuras torres residenciais, passaram a ser convertidas para uso comercial, principalmente por restrições do Plano Diretor Urbano (PDU). Esquinas e pequenos prédios residenciais entram no radar para demolição e substituição por empreendimentos de maior densidade comercial.

Especialistas avaliam que o incremento de oferta será pontual nos próximos anos. Parte significativa dos projetos só deve chegar ao mercado a partir de 2027, o que indica manutenção da pressão sobre os preços no curto prazo.

Com informações de Folha Vitória

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