Células cerebrais humanas cultivadas em laboratório aprendem a jogar videogame simples

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (UC Santa Cruz) treinaram organoides — pequenos aglomerados de células cerebrais humanas cultivadas em laboratório — a resolver o desafio digital conhecido como “cart-pole”, equivalente a equilibrar um cabo de vassoura virtual. O experimento marca um avanço na interação entre tecidos biológicos e sistemas eletrônicos.

Segundo o estudo, o desempenho inicial dos organoides era de 4,5%. Após um período de treinamento no qual sinais elétricos foram utilizados como punição por respostas incorretas e recompensa por acertos, a taxa de sucesso subiu para 46%.

O resultado demonstra o potencial de processamento dessas estruturas cerebrais em miniatura, mesmo sem olhos, ouvidos ou qualquer outro órgão sensorial. Os cientistas veem a conquista como passo preliminar para tarefas mais complexas.

Paralelamente, a Universidade Northwestern já conduz pesquisas sobre interfaces bioelétricas capazes de se conectar diretamente a tecidos cerebrais. No futuro, tais tecnologias podem permitir a combinação de inteligência artificial com células humanas reais, embora ainda seja um cenário teórico.

No setor de jogos, a presença de IA também cresce. A Activision Blizzard confirmou o uso de conteúdo gerado por IA em títulos da série Call of Duty. Já a nova CEO da Microsoft Gaming, Asha Sharma — ex-líder da divisão de IA da empresa — afirmou não aceitar o que chamou de “conteúdo de IA sem alma”.

Com informações de GameSpot

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