Santa Clara (EUA) – 16 de março de 2026. O diretor-presidente da Nvidia, Jensen Huang, revelou nesta segunda-feira, durante a conferência Nvidia GTC, o DLSS 5, nova geração da tecnologia de aceleração gráfica por inteligência artificial da companhia. O sistema usa modelos de IA generativa para prever e completar partes da imagem, permitindo cenas mais detalhadas e personagens mais realistas, consumindo menos poder de processamento das GPUs.
Segundo Huang, o recurso “funde gráficos 3D controláveis, a verdade fundamental dos mundos virtuais e dados estruturados com IA generativa e computação probabilística”. O executivo explicou que o cruzamento entre dados estruturados, totalmente previsíveis, e algoritmos probabilísticos garante resultados fiéis e visualmente avançados sem exigir que cada elemento seja renderizado do zero.
O CEO destacou que essa abordagem dá aos desenvolvedores “conteúdo belo, impressionante e ao mesmo tempo controlável”. Para ele, a combinação de informações estruturadas com IA generativa deve se repetir em diversos setores, servindo de base para o que chamou de “IA confiável”.
Artigos Relacionados



Além do universo dos games
Embora os jogos representem hoje uma fatia menor da receita da Nvidia em comparação com anos anteriores, Huang apresentou o DLSS 5 como exemplo de uma mudança de paradigma que pode alcançar a computação corporativa. Plataformas de dados como Snowflake, Databricks e BigQuery foram citadas como fontes estruturadas que futuros agentes de IA poderão examinar para produzir análises em velocidade muito superior à humana.
“No futuro, esses formatos de dados serão usados por IA, e a IA será muito, muito mais rápida do que nós”, afirmou o bilionário. “Os agentes usarão bancos de dados estruturados e também os não estruturados, os bancos generativos, que representam a maior parte do mundo.”

Imagem: Internet
Com a chegada do DLSS 5, a Nvidia aposta que a mesma técnica que eleva o realismo nos videogames poderá impulsionar aplicações empresariais que exijam geração e interpretação rápida de grandes volumes de informação.
Com informações de TechCrunch









