As ações que mais perderam valor no Ibovespa em 2025 refletem pressões setoriais específicas, revisões de expectativa e custos elevados. A Raízen (RAIZ4) liderou as baixas, acumulando desvalorização de 62,50% no ano.
Empresas de saúde suplementar, consumo, energia, petróleo, petroquímica, logística e celulose figuram na lista das dez maiores quedas, consolidando o panorama de desafios enfrentados pela bolsa brasileira no período.
Principais recuos
1. Raízen (RAIZ4) – -62,50%
A produtora de etanol e açúcar enfrentou dificuldades operacionais, margens pressionadas, volatilidade de preços e preocupação do mercado com o endividamento da controladora Cosan.
2. Hapvida (HAPV3) – -55,96%
A operadora de planos de saúde sofreu com aumento da frequência de uso dos serviços, alta de custos, escrutínio regulatório e adiamentos na resolução de processos judiciais, fatores que afastaram investidores.
3. Natura (NATU3) – -41,61%
Mesmo com leve melhora macroeconômica, juros altos e inflação ainda resistente limitaram a recuperação de margens. A incerteza em torno dos resultados da Avon International, vendida por 1 libra esterlina, também pesou.
4. Cosan (CSAN3) – -34,80%
A holding sentiu o impacto de alto nível de endividamento e venda de participação na Vale, medida considerada insuficiente para dissipar temores sobre sua estrutura financeira.
5. Braskem (BRKM5) – -31,87%
A petroquímica foi afetada por volatilidade nos preços de petroquímicos, custos elevados e dúvidas recorrentes sobre estrutura societária e passivos judiciais.
6. Vamos (VAMO3) – -29,44%
A companhia de locação de caminhões e máquinas sofreu com revisão de projeções em meio a juros altos e menor ritmo de investimentos.

Imagem: Internet
7. Brava Energia (BRAV3) – -28,40%
Problemas operacionais e custos aumentados em um cenário de preços de petróleo instáveis pressionaram o papel.
8. PetroRecôncavo (RECV3) – -26,43%
A produtora independente de óleo e gás também sentiu oscilação de preços do barril e desafios de produção.
9. Suzano (SUZB3) – -14,92%
A fabricante de celulose enfrentou câmbio desfavorável, custos maiores e ajustes de projeções em um ambiente externo volátil.
10. Rumo (RAIL3) – -13,67%
A operadora ferroviária foi impactada por preocupações sobre potenciais demandas de dividendos para a controladora Cosan, o que poderia comprometer seu plano de investimentos.
Setores mais afetados
Saúde suplementar, energia e petroquímica se destacaram entre os principais focos de perda de valor. Analistas apontam despesas médicas maiores, dificuldades em repassar preços, volatilidade de commodities e alto endividamento como fatores determinantes para o desempenho negativo.
Com informações de Valor Investe







