Na manhã desta quarta-feira (12), uma manifestação na zona norte do Rio de Janeiro provocou a interdição de trechos da Avenida Rei Pelé e da Rua São Francisco Xavier, nas proximidades do estádio Maracanã. O protesto foi uma reação a uma operação da Polícia Civil realizada na comunidade Favela do Metrô, que visava combater a venda ilegal de cabos e outros materiais metálicos em um ferro-velho clandestino. Durante a ação, uma mulher foi presa por receptação qualificada e diversos itens, incluindo quilos de materiais metálicos, um computador, uma caixa registradora e dinheiro, foram apreendidos.
Os manifestantes bloquearam a Avenida Rei Pelé ateando fogo em pneus e contêineres de lixo, além de utilizarem ônibus como barricadas. A empresa Rio Ônibus informou que 19 linhas que operam na área foram impactadas. Motoristas tentavam se afastar do local enquanto equipes de bombeiros foram chamadas para controlar as chamas.
A Polícia Civil relatou que os tiros disparados durante o protesto foram oriundos de narcotraficantes que atacaram os agentes, colocando em risco tanto a população quanto os policiais. A corporação destacou que não houve resposta armada por parte dos policiais. Os disparos foram ouvidos nas dependências da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que orientou alunos e funcionários a permanecerem no local até a normalização da situação e recomendou que outros indivíduos evitassem o campus.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, um menino de seis anos, residente na comunidade da Mangueira, foi levado ao Hospital Municipal Jesus, em Vila Isabel, após apresentar ferimentos que aparentavam ser causados por estilhaços. Recebeu atendimento inicial na unidade antes de ser transferido para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, onde seu estado foi considerado estável.










