A Ford voltou a contratar 350 engenheiros experientes, muitos deles antigos funcionários ou profissionais que atuavam em fornecedores, depois de constatar que os sistemas baseados em inteligência artificial não estavam garantindo o nível de qualidade desejado na produção.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (28) pelo diretor de operações da montadora, Kumar Galhotra, durante conversa com jornalistas. Segundo o executivo, a companhia vinha aumentando a dependência de processos automatizados de controle de qualidade, mas os resultados ficaram aquém do esperado. “Esses especialistas identificam pontos de falha antes que a peça chegue à linha de montagem”, explicou.
De acordo com o vice-presidente de engenharia de hardware veicular, Charles Poon, a expectativa inicial era de que a simples introdução de IA, alimentada pelos requisitos de projeto, fosse suficiente para assegurar produtos de alta qualidade. “Foi um engano”, admitiu.
A montadora ressaltou que não pretende abandonar a adoção de inteligência artificial. Os profissionais recontratados — apelidados internamente de “engenheiros de barba grisalha” — atuarão no treinamento de equipes mais jovens e na reprogramação das ferramentas de IA.

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A Ford projeta que a volta desses especialistas resultará em uma economia de US$ 1 bilhão ainda neste ano. A empresa também ficou na primeira posição entre as marcas de grande volume no JD Power Initial Quality Survey, divulgado na mesma semana.
Com informações de TechCrunch













