A criação de corredores ecológicos pela Suzano vem reforçando a proteção da biodiversidade no Espírito Santo. Essas faixas contínuas de vegetação, que ligam fragmentos isolados de Mata Atlântica, já beneficiam diretamente 24 espécies consideradas ameaçadas, segundo monitoramento da empresa.
A estratégia faz parte da meta ambiental da companhia para 2030: conectar 500 mil hectares de áreas prioritárias. Desde o início do programa, em 2021, já foram interligados 214.367 hectares, volume que representa 43% do objetivo total. No fim de 2024, o número era de 157.889 hectares (31,5%).
No estado capixaba, as ações se concentram no Corredor Central da Mata Atlântica, abrangendo seis municípios do norte do território: Aracruz, Conceição da Barra, Jaguaré, Linhares, São Mateus e Sooretama. Todos contam com remanescentes florestais que agora ganham continuidade por meio das áreas restauradas.
Ao longo de décadas de acompanhamento, a Suzano identificou 125 espécies ameaçadas em suas áreas de atuação. Dessas, 24 foram escolhidas como alvo principal dos esforços de conservação; nove estão na Mata Atlântica, principalmente aves e mamíferos.
Para Beatriz Barcellos Lyra, coordenadora de Sustentabilidade da companhia, os corredores são essenciais para recompor a paisagem florestal. “Os corredores ecológicos desempenham um papel estratégico na reconexão de fragmentos de habitat, promovendo a funcionalidade ecológica da paisagem ao viabilizar fluxos biológicos, dispersão de espécies e manutenção de processos ecológicos essenciais”, afirmou.

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A iniciativa também fortalece os relatórios de sustentabilidade exigidos por investidores e certificadoras, cada vez mais atentos a indicadores de biodiversidade e à rastreabilidade socioambiental na cadeia de celulose.
Com informações de Folha Vitória












