Uma vulnerabilidade batizada de usbliter8, divulgada na sexta-feira (19) pela empresa espanhola de cibersegurança ofensiva Paradigm Shift, abre caminho para que pesquisadores e hackers explorem iPhones equipados com os chips A12 e A13, lançados em 2018 e 2019.
O defeito afeta o Boot ROM — primeiro código executado ao ligar o aparelho e considerado a primeira barreira de defesa. Por estar gravado fisicamente no processador, o componente é imutável, o que torna impossível a correção por atualização de software. A falha só pode ser explorada com acesso físico ao telefone, exigindo a conexão de cabo ao dispositivo.
Modelos impactados
Estão vulneráveis aparelhos como iPhone XS, iPhone XR e a linha até o iPhone 11, todos baseados nos chips A12 ou A13. Usuários que desejam proteção total devem migrar para modelos mais recentes, recomendou a Paradigm Shift.
Potencial de desbloqueio
A divulgação de usbliter8 pode ajudar especialistas a desenvolver um jailbreak completo, contanto que encontrem outras brechas para encadear ao ataque inicial. Empresas que fornecem ferramentas de acesso a iPhones para autoridades, como Cellebrite e Magnet Forensics, costumam utilizar vulnerabilidades semelhantes para abrir dispositivos apreendidos.
Embora a exposição do código de prova de conceito facilite pesquisas, ela não torna os iPhones afetados facilmente invadíveis por qualquer pessoa. Além do controle do Boot ROM, invasores ainda precisam de técnicas adicionais para alcançar os dados do usuário.

Imagem: Getty
A Paradigm Shift não respondeu a questionamentos sobre detalhes técnicos ou motivação para a divulgação pública.
Com informações de TechCrunch













