Brasília – O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou neste sábado, 20, que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) votará na próxima quarta-feira, 24, o aumento da proporção de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%.
“Não há ninguém no mundo que faça isso também na gasolina. É importante para o meio ambiente e para a economia. Vamos perceber redução no preço da gasolina com a aprovação e início da mistura”, declarou Alckmin durante evento do setor ferroviário realizado em Dom Aquino (MT).
Medida já vinha sendo defendida pelo governo
O aumento do teor obrigatório é apontado pelo governo como forma de ampliar o consumo de biocombustíveis e diminuir a necessidade de importação de gasolina. Caso o CNPE confirme a mudança, será o segundo ajuste consecutivo em um ano: em junho de 2025, a mistura passou de 27% para 30% após testes de viabilidade técnica.
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Autoridades sustentam que a maior participação do etanol pode contribuir para reduzir o preço final ao consumidor e atenuar a exposição do mercado interno às variações das cotações internacionais do petróleo.
Desde abril, o governo Luiz Inácio Lula da Silva sinaliza a adoção da nova mistura. A discussão entrou na pauta do CNPE em maio, mas acabou adiada. Na ocasião, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que a medida ajudará o País a alcançar autossuficiência em gasolina ao reduzir importações e a dependência de combustíveis fósseis.
Ferrovias no Plano Clima
No mesmo evento, Alckmin informou que o Executivo trabalha para incluir projetos ferroviários no Plano Clima, fundo federal que financia iniciativas de mitigação de mudanças climáticas e de redução de emissões de gases de efeito estufa. Segundo o vice-presidente, “não há nada mais ambientalmente confiável do que as ferrovias”.

Imagem: Cadu Gomes
O setor ferroviário defende que ampliar a participação dos trilhos na matriz de transportes eleva a eficiência energética e diminui as emissões em relação ao modal rodoviário. A sinalização do governo indica que empreendimentos ferroviários poderão solicitar recursos direcionados à agenda de descarbonização.
Crítica ao sistema tributário
Alckmin voltou a criticar o modelo tributário brasileiro, que qualificou de “manicômio” por afastar investidores estrangeiros. Ele afirmou que a reforma aprovada no Congresso no atual mandato de Lula pretende reverter esse quadro, prevendo desonerações para setores de matérias-primas e impacto de 12% no PIB em 15 anos, além de alta de 14% nos investimentos e 17% nas exportações.
O vice-presidente participou do evento ao lado de empresários e autoridades locais, reforçando a intenção do governo de alinhar políticas de transporte, energia e tributação à estratégia de transição para uma economia de baixo carbono.
Com informações de Folha Vitória













