O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) está criando soluções próprias para substituir a tecnologia da Anthropic, segundo declarou Cameron Stanley, diretor-chefe de digital e inteligência artificial do Pentágono, em entrevista à Bloomberg.
“O Departamento está trabalhando ativamente em vários modelos de linguagem de grande porte (LLMs) em ambientes governamentais”, afirmou Stanley. De acordo com o executivo, a fase de engenharia já começou e os novos sistemas devem estar prontos para uso operacional em breve.
A movimentação ocorre após o rompimento, nas últimas semanas, de um contrato de US$ 200 milhões entre o Pentágono e a Anthropic. As negociações fracassaram porque a empresa queria incluir cláusulas que impedissem o uso de sua IA para vigilância em massa de cidadãos norte-americanos ou para o acionamento de armas sem intervenção humana—a exigência não foi aceita pelo Departamento de Defesa.
Com o impasse, o governo fechou acordos com outras fornecedoras de inteligência artificial. A OpenAI firmou parceria própria com o DoD, enquanto a xAI, de Elon Musk, permitirá a utilização do modelo Grok em sistemas classificados.
Além disso, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificou a Anthropic como “risco à cadeia de suprimentos”, designação geralmente atribuída a adversários estrangeiros. O rótulo proíbe empresas que mantêm contratos com o Pentágono de colaborar também com a Anthropic. A companhia contestou a medida na Justiça.

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Embora existissem relatos de uma possível reconciliação, o avanço nos novos projetos indica que o Pentágono deve seguir adiante sem a tecnologia da Anthropic.
Com informações de TechCrunch







