Adriana Felisberto Pereira, que foi condenada pelo atropelamento que resultou na morte da estudante Luísa Lopes em abril de 2022, participou de uma audiência de custódia nesta quarta-feira (12). Durante a audiência, ela declarou que foi impedida de prestar depoimento no Tribunal do Júri que a julgou.
A informação foi divulgada inicialmente pelo apresentador Fernando Fully, do programa Cidade Alerta. Segundo Adriana, apesar de não ter se sentido mal nos dois dias de julgamento, ela foi aconselhada a não participar da sessão pelo juiz e por seus advogados.
“Eu tive um júri, mas não participei. Nunca vi isso, ter um júri e não poder participar. Peguei 26 anos de prisão sem poder falar. No primeiro dia, o juiz mandou eu ir embora. Eu queria participar, mas meu advogado e o juiz disseram para eu não ficar. Eu quero falar”, afirmou.
Adriana também reiterou que a morte de Luísa foi um acidente e negou ter consumido álcool no dia do incidente. Ela afirmou ainda que acionou a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na ocasião.
O promotor do caso, Leonardo Augusto Cézar, solicitou a abertura de uma investigação para averiguar as declarações da condenada, considerando que elas podem indicar a possibilidade de crimes de falsidade.
“Precisamos investigar as alegações para identificar possíveis crimes relacionados à distorção da verdade”, afirmou o promotor.
Os advogados de Adriana contestaram suas afirmações, alegando que a condenada não foi impedida de se manifestar no tribunal. O advogado Jamilson Monteiro indicou que, caso Adriana continuasse a mentir, ele se afastaria da defesa. Em entrevista à repórter Thainara Ferreira, ele declarou que a decisão de não acompanhar o julgamento foi feita por Adriana, que optou por assistir de casa devido ao estresse emocional.











