A startup norte-americana Sila anunciou nesta terça-feira (21) a captação de US$ 300 milhões para expandir sua planta de anodos em Moses Lake, no estado de Washington. O aporte permitirá elevar a capacidade de produção de silício-carbono para dezenas de gigawatts-hora por ano, volume suficiente para equipar mais de 100 mil veículos elétricos.
O investimento ocorre em meio à desaceleração da demanda por carros elétricos nos Estados Unidos, reflexo de medidas do governo Trump que afetaram o setor. Apesar da queda nas vendas domésticas em relação a 2025, o mercado global registrou alta de 27% no último ano, segundo a Benchmark Minerals Intelligence.
Alternativa ao grafite chinês
Hoje, cerca de 75% da cadeia de anodos de grafite é controlada por empresas chinesas. Para reduzir essa dependência e evitar tarifas, montadoras buscam opções como o material da Sila, que pode armazenar até 40% mais energia e oferece recarga mais rápida em comparação ao grafite convencional. A tecnologia vem sendo desenvolvida há 15 anos pelo fundador e CEO da companhia, Gene Berdichevsky, ex-funcionário da Tesla.
Clientes e início de produção
A Sila já possui contratos de fornecimento com Mercedes-Benz e Panasonic, além de atender empresas de eletrônicos de consumo, drones e satélites. A fabricação em escala comercial na unidade de Moses Lake começou em setembro do ano passado, com capacidade inicial de 2 GWh.
Rodada de financiamento
A nova rodada foi liderada pelos fundos Atreides Management e Sutter Hill Ventures, com participação de 8VC, Bessemer Venture Partners, Matrix Partners e veículos administrados pela T. Rowe Price Associates. Antes desse aporte, a startup havia levantado cerca de US$ 1,3 bilhão.

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Além do setor automotivo, sistemas de armazenamento de energia para a rede elétrica, impulsionados pela demanda de data centers de inteligência artificial, também têm ampliado o consumo de baterias de íons de lítio.
Com informações de TechCrunch











