Startup capixaba disputa final global do Red Bull Basement 2026 em São Francisco

O engenheiro de software Crysthian Armini representou o Brasil na final mundial do Red Bull Basement 2026, realizada em São Francisco, Estados Unidos. Fundador da Agrolayer, o capixaba foi escolhido em março, durante a etapa nacional em São Paulo, e competiu com representantes de outros 44 países em um desafio voltado a startups de tecnologia, apoiado por Microsoft e AMD.

A solução desenvolvida pela Agrolayer converte dados de propriedades rurais em inteligência para tomada de decisão. O sistema integra mais de 20 bases — que abrangem monitoramento via satélite, clima, uso do solo e informações legais — e apresenta análises em poucos segundos. Atualmente, o foco está em decisões de crédito, seguros e no cumprimento do EUDR, protocolo europeu que exige comprovação de desmatamento zero para produtos importados pela União Europeia.

“Basta inserir o CAR da propriedade e, em segundos, a decisão desejada é gerada”, explica Armini. Segundo o fundador, o principal desafio foi a arquitetura técnica. O Brasil possui um grande volume de dados públicos sobre o agronegócio, além de bases privadas acessadas por acordos. Essas informações foram reunidas em uma matriz de risco abastecida por inteligência artificial, substituindo o trabalho manual de analistas.

A programação em São Francisco incluiu mentorias com executivos da Microsoft, AMD e agtechs internacionais. Embora o projeto norte-americano tenha vencido a competição, Armini retornou com acesso ao ecossistema de tecnologia agrícola dos Estados Unidos, feedback especializado e contatos que podem impulsionar a expansão da Agrolayer.

O produto já está implementado e passa por validação comercial. O próximo passo é firmar parcerias com clientes que forneçam novas bases de dados para treinar os modelos de IA e aumentar a precisão das análises. “A solução está pronta; agora precisamos garantir qualidade e precisão”, afirma o empreendedor.

A demanda é considerada oportuna para o Espírito Santo, maior exportador brasileiro de café conilon e com participação crescente no mercado europeu. A exigência de rastreabilidade imposta pelo EUDR cria um cenário favorável para ferramentas digitais que comprovem a origem sustentável da produção rural.

Com informações de Folha Vitória

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