Uma mulher que teve sua bicicleta elétrica roubada no último sábado (8) em Vila Velha conseguiu reconhecer o suspeito do crime um dia depois, no mesmo local onde ocorreu o assalto. De acordo com informações da Polícia Militar, o homem, que tem 36 anos e é surdo, foi identificado pela vítima na noite de domingo (10).
O reconhecimento ocorreu na Avenida Carlos Lindenberg, na altura do bairro Aribiri, quando a mulher retornou ao local acompanhada de amigos. A vítima relatou que reconheceu o suspeito não apenas por suas características físicas, mas também pela maneira como se comunicava durante o assalto.
“Quando passei, vi a pessoa exatamente do jeito que tinha me assaltado, no mesmo lugar. Decidimos voltar para verificar se a bicicleta estava lá. Ao chegar, reconheci na hora. No dia do assalto, ele não falava e fazia apenas alguns sons para se comunicar. Foi assim que tive certeza de que era ele”, explicou a mulher.
Após reconhecer o homem, a mulher acionou a polícia. Segundo relatos, houve uma confusão no local, e o suspeito teria reagido de forma agressiva ao ser questionado sobre a bicicleta. Algumas pessoas que passavam na avenida intervieram e, segundo a vítima, acabaram agredindo o homem.
“Quem passava queria entender o que estava acontecendo. Expliquei que ele havia roubado minha bicicleta. Algumas pessoas que também estavam de bicicleta ficaram revoltadas e acabaram agredindo-o”, comentou a mulher.
A vítima foi abordada com uma faca quando retornava do trabalho. Ela contou que o homem estava deitado próximo a um poste e se levantou ao perceber sua aproximação, ameaçando-a com uma faca. “Quando ele me viu, veio na minha direção. Tentei desviar, mas não consegui. Ele me empurrou e levou a bicicleta e minha bolsa, deixando-me machucada”, relatou.
A mulher conseguiu recuperar a bolsa com documentos e a chave da bicicleta, mas o veículo ainda não foi localizado. Após o reconhecimento, o homem foi contido por pessoas presentes no local e precisou ser levado a um hospital devido às agressões que sofreu antes de ser encaminhado à delegacia. A Polícia Civil informou que o suspeito foi ouvido e liberado, pois não havia elementos suficientes para a prisão em flagrante. O caso segue sob investigação.
A bicicleta, que custou mais de R$ 7 mil, era um meio de transporte essencial para a mulher, utilizada tanto para o trabalho quanto para levar seu filho à terapia. “É meu meio de transporte e de trabalho. Fiquei muito revoltada com o que aconteceu. Eu só queria saber onde estava minha bicicleta, pois é com ela que sustento minha família”, finalizou.










