São Francisco (EUA), 20 de março de 2026, 12h01 PDT – O presidente-executivo do Pinterest, Bill Ready, defendeu em artigo publicado na revista Time que autoridades de todo o mundo proíbam o acesso de pessoas com menos de 16 anos a redes sociais.
No texto, Ready classificou o uso irrestrito dessas plataformas por crianças e adolescentes como “o maior experimento social da história”, afirmando que estudos apontam aumento de depressão, ansiedade e queda na capacidade de concentração entre jovens.
O executivo argumentou que as empresas de tecnologia não consideraram devidamente o impacto de seus produtos sobre menores e elogiou a lei australiana que já veta redes sociais para essa faixa etária. Segundo ele, caso o setor não coloque a segurança dos jovens em primeiro plano, outros países deveriam adotar medidas semelhantes.
Ready lembrou que indústrias como tabaco e álcool operam sob regulamentações rigorosas e disse que políticas desse tipo “podem melhorar e, às vezes, salvar vidas”. O CEO citou ainda que o Pinterest bloqueia a maior parte de seus recursos sociais para usuários com menos de 16 anos e, mesmo assim, mantém boa adesão da Geração Z.
O movimento por restrições a menores ganha força em diferentes regiões. Além da Austrália, Malásia, Espanha e Indonésia anunciaram proibições. Na Europa, o Parlamento francês aprovou limite para quem tem menos de 15 anos e o partido governista da Alemanha declarou apoio a uma medida semelhante. Diversos estados norte-americanos também estudam restringir o acesso de adolescentes às redes.

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Ready concluiu que, ao adiar mudanças, líderes do setor se assemelham a executivos de cigarreiras do século passado, que só recuaram após forte pressão pública e ações judiciais.
Com informações de TechCrunch







