O varejo brasileiro de café registrou alta de 2,44% nas vendas entre janeiro e abril de 2026, alcançando 4,91 milhões de sacas comercializadas, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC). A recuperação ocorre após a retração de 5,13% apurada no mesmo período de 2025, quando o setor foi pressionado pela elevação do custo da matéria-prima.
Março liderou a retomada, com crescimento de 10,25% em relação a março de 2025. Abril manteve o ritmo positivo, avançando 3,66% na comparação anual.
Preços por categoria
Os dados de abril de 2026 apontam comportamentos distintos entre as categorias:
- Café tradicional e extraforte: queda de 15,51%, de R$ 65,50 para R$ 55,34 o quilo;
- Café superior: recuo de 12,65%, de R$ 80,56 para R$ 70,37 o quilo;
- Cápsulas: baixa de 9,49%, de R$ 402,33 para R$ 364,16 o quilo;
- Drip coffee: redução de 5,21%;
- Café especial: alta de 16,89%, de R$ 137,96 para R$ 161,26 o quilo;
- Descafeinado: aumento de 21%, de R$ 94,98 para R$ 114,93 o quilo;
- Solúvel: variação positiva de 0,55%.
Segundo a ABIC, a combinação de preços mais baixos nos produtos básicos impulsionou o volume total vendido, enquanto o maior valor por quilo concentrou-se nos segmentos especial e descafeinado, que apresentam proposta de valor diferenciada.
Melhora no abastecimento
O Índice de Oferta de Café para a Indústria (IOCI) voltou ao nível considerado normal em fevereiro e março de 2026, após permanecer na faixa “seletiva” entre agosto de 2025 e janeiro deste ano. Em 2024, o indicador chegou à classificação “crítica”, refletindo dificuldade severa de aquisição de matéria-prima. A normalização é atribuída à aproximação da nova safra e à recomposição de estoques.

Imagem: Internet
Para a ABIC, os números indicam que o consumidor brasileiro demonstra disposição crescente para pagar mais por cafés com origem e qualidade rastreáveis, enquanto o volume adicional de vendas concentra-se nas linhas de menor preço.
Com informações de Folha Vitória





