A Apple abriu a Worldwide Developers Conference (WWDC) de 2026, nesta segunda-feira (8), com apresentações de recursos de inteligência artificial que, desta vez, pareceram funcionar em aparelhos reais. A estratégia contrasta com os vídeos altamente produzidos exibidos em 2024, que levaram a uma ação judicial por suposta publicidade enganosa e resultaram, no mês passado, em um acordo de US$ 250 milhões.
Recursos mostrados “ao vivo”
Muitas das demonstrações de “Apple Intelligence” foram gravadas previamente, mas simulavam uso em tempo real: uma pessoa segurava o iPhone, acionava a Siri ou tocava na tela, enquanto outra câmera exibia a resposta do dispositivo. A mudança de formato foi notada nas redes sociais e comparada às apresentações de 2024, quando a empresa prometeu funções que demoraram a chegar aos usuários.
Siri remodelada
Destaque do evento, a nova Siri — prometida originalmente há dois anos — foi apresentada com melhorias de compreensão de contexto e transcrição de voz. A empresa também mostrou ajustes de voz para a assistente e correções em busca, Playground e no design Liquid Glass.
Disponibilidade sem exigir iPhone novo
Segundo a Apple, a Siri redesenhada chegará com o iOS 27 para os iPhone 15 Pro e Pro Max, além de todos os modelos a partir do iPhone 16. Isso significa que quem trocou de aparelho nos últimos dois anos não precisará adquirir novo hardware.
Os recursos de IA também serão liberados para iPad mini (A17 Pro), iPads com chip M1 ou posterior, MacBook Neo (A18 Pro), Macs com M1 ou posterior, Apple Vision Pro, Apple Watch Series 10 ou posterior, Apple Watch Ultra 2 ou posterior e Apple Watch SE 3, desde que emparelhados a um iPhone compatível.

Imagem: Internet
Origem do acordo multimilionário
No evento de 2024, a Apple afirmou que as novidades estariam “em breve” nos iPhones 15 Pro e em dispositivos com chips M1 ou superiores. Em março de 2025, admitiu que a liberação levaria “mais tempo que o previsto”. A demora culminou em uma ação federal por propaganda enganosa, encerrada no mês passado com o pagamento de US$ 250 milhões, sem admissão de culpa pela companhia.
Ao optar por demonstrações que aparentam uso real, a Apple tenta evitar novo desgaste e reforçar a mensagem de que as funcionalidades de inteligência artificial chegarão, de fato, aos consumidores nos prazos anunciados.
Com informações de TechCrunch







