A Zepto, plataforma indiana de entregas ultrarrápidas fundada em 2021, protocolou na segunda-feira (8) o pedido para abrir capital nas bolsas locais, em uma oferta que pode avaliar a companhia em cerca de US$ 1 bilhão.
Receita dispara, mas prejuízo também
Segundo o prospecto preliminar, a receita operacional da empresa avançou 104% no ano fiscal de 2026, para 115,5 bilhões de rúpias (aproximadamente US$ 2,4 bilhões). A divisão de publicidade cresceu ainda mais: 151%, alcançando 16,4 bilhões de rúpias (cerca de US$ 171 milhões), sinalizando uma estratégia semelhante à de marketplaces globais que vendem destaque a lojistas.
O rápido avanço, contudo, não impediu o aumento das perdas. O prejuízo líquido subiu de 47,0 bilhões para 59,1 bilhões de rúpias (de US$ 492,45 milhões para US$ 617,36 milhões) no mesmo período. A companhia admite que pode continuar operando no vermelho e que talvez não mantenha os atuais índices de expansão.
Escala de pedidos e expansão de lojas
No último exercício, a Zepto processou mais de 640 milhões de pedidos, quase o dobro do volume anterior, enquanto a base anual de usuários transacionando alcançou 48 milhões. A rede foi ampliada para 1.139 lojas, com crescimento de demanda por unidade.
Detalhes da oferta
O plano de estreia prevê a emissão primária de ações para levantar até 80,1 bilhões de rúpias (US$ 837,41 milhões). Haverá ainda oferta secundária de até 113,5 milhões de papéis pertencentes a investidores como Nexus Venture Partners, Contrary e Razor Ventures; o tamanho definitivo dependerá do preço de colocação. A empresa também poderá captar até 16,02 bilhões de rúpias (US$ 167 milhões) em uma rodada pré-IPO.
Entre os acionistas que decidiram manter participação e não vender neste momento estão fundos ligados ao Y Combinator, Lightspeed, StepStone, Lachy Groom e Glade Brook. A startup foi avaliada em US$ 7 bilhões na última captação privada, em outubro, mas fontes próximas a investidores institucionais indicam expectativas de avaliação inferior na bolsa.

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Apuração de autoridades e reorganização societária
O prospecto revela que os cofundadores Aadit Palicha e Kaivalya Vohra receberam intimações da Diretoria de Execução (Enforcement Directorate) indiana em abril, solicitando documentos sobre investimentos estrangeiros e estrutura acionária. Ambos prestaram esclarecimentos e, até o momento, não houve novos pedidos do órgão, embora a empresa reconheça a possibilidade de futuras investigações.
A listagem coroa um processo de reestruturação que incluiu trasladar a sede legal de Cingapura para a Índia em 2025, movimento adotado por diversas startups que buscam aproveitar a maior receptividade do mercado doméstico a ofertas de tecnologia.
Com informações de TechCrunch





