A startup norte-americana Gritt, criada pelos engenheiros robóticos formados na Carnegie Mellon University Puneet Puri (CEO) e Vishal Dugar (CTO), anunciou nesta terça-feira (21) sua saída do modo stealth após captar US$ 26 milhões em uma rodada Série A. O aporte foi liderado pela Obvious Ventures, com participação da Union Square Ventures e da Active Impact Investment, elevando o investimento total na companhia para US$ 34 milhões. A rodada seed anterior contou com First Round Capital, Climactic, Congruent Ventures e VSC Ventures.
Robôs prontos para o canteiro de obras
Em vez de desenvolver máquinas próprias, a Gritt utiliza hardware disponível no mercado — como skidders alugados e braços robóticos da Kawasaki — comandado por modelos de inteligência artificial. O primeiro serviço executado pelo sistema é descarregar painéis solares de grande porte, transportá-los até as estruturas metálicas e posicioná-los com precisão submilimétrica, etapa que depois é finalizada por trabalhadores humanos.
Segundo Puri, uma equipe tradicional de oito pessoas instala cerca de 800 painéis por dia. Com a plataforma da Gritt, a mesma equipe chega a 3.000 a 4.000 painéis diários, multiplicando a produtividade sem aumentar o quadro de funcionários.
Contratos e expansão
Atualmente, dois sistemas operam em campo, gerando dados para treinar e refinar os algoritmos. A empresa afirma ter contratos para instalar 2,8 GW em painéis solares nos próximos 18 meses e diz atender três das dez maiores construtoras de energia dos Estados Unidos. O plano é colocar 48 sistemas em operação nos próximos seis meses.
Um cliente que preferiu não ser identificado elogiou a solução: além de facilitar obras em locais remotos, a expectativa é reduzir lesões ao eliminar a necessidade de levantar painéis de 45 kg repetidamente.
Concorrência e próximos passos
O mercado conta com rivais como Luminous Robotics, Cosmic e a chinesa Trinabot, que desenvolvem robôs próprios. A aposta da Gritt em componentes prontos pode, segundo a empresa, oferecer crescimento mais rápido e custos menores à medida que a demanda por automação aumenta.

Imagem: Internet
Entre as próximas funções planejadas estão fixar os painéis, perfurar postes e montar as estruturas de sustentação. A longo prazo, a tecnologia deve ser aplicada a outras tarefas repetitivas da construção civil, como amarração de vergalhões antes da concretagem.
Os fundadores atribuem o avanço à nova geração de modelos de IA, que permite generalizar o mesmo pipeline de software para diferentes atividades. Como exemplo, Puri conta que empilhar blocos de concreto levou semanas de treinamento, ao passo que um teste de amarração de vergalhões foi configurado em apenas um dia.
Além de executar tarefas pesadas, o conjunto de sensores dos robôs poderá ajudar na gestão do canteiro: detectar valas abertas antes de uma chuva ou sinalizar falta de material são algumas das situações mapeadas pela equipe.
Com informações de TechCrunch











