O ex-governador Renato Casagrande (PSB) declarou, na noite de segunda-feira, 20, que sua articulação política está “totalmente aberta” a conversas com o PSD para a formação de alianças na corrida pelo Palácio Anchieta nas eleições deste ano.
A fala ocorreu durante a convenção estadual do Podemos. Casagrande, que integra o grupo que sustenta a tentativa de reeleição do governador Ricardo Ferraço (MDB), afirmou não haver restrições a nenhum partido disposto a dialogar. “Estamos no prazo do diálogo e de conversa. Não temos nenhuma restrição”, disse.
Movimento do PSD
Horas antes, o PSD reuniu suas principais lideranças — entre elas o presidente estadual Renzo Vasconcelos e o ex-governador Paulo Hartung — e decidiu abrir conversações com todos os pré-candidatos ao Executivo capixaba, sem descartar o lançamento de candidatura própria. Em nota, o partido afirmou que “colocará os interesses dos capixabas acima de qualquer projeto pessoal” e buscará protagonismo nas próximas eleições.
Tensão após aliança Republicanos-PL
Em abril, o PSD havia declarado apoio ao ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) e negociava indicar o vice e/ou um nome ao Senado. O cenário mudou com a aproximação entre Republicanos e PL, selada no sábado, 18, quando Pazolini anunciou apoio ao presidenciável Flávio Bolsonaro e à pré-candidata ao Senado Maguinha Malta (PL).
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O movimento incomodou o PSD, que se sente preterido nas negociações conduzidas por Pazolini e pelo presidente estadual do Republicanos, Erick Musso. O deputado estadual Sergio Meneguelli, pré-candidato do PSD ao Senado, afirmou na semana passada que a legenda pode seguir sozinha em outubro. O partido endossou a posição, ressaltando possuir “tamanho político, lideranças reconhecidas e nomes competitivos”.
Cautela de Casagrande
Questionado sobre a presença de Paulo Hartung no PSD e se isso dificultaria as tratativas, Casagrande respondeu que não cabe vetar partidos por causa de indivíduos. “Se o movimento do PSD for, de fato, de diálogo, encontrará em nós toda disposição”, afirmou.

Imagem: Thiago Soares
Nos bastidores, políticos avaliam se o PSD pretende realmente mudar de lado, lançar candidatura própria ou apenas pressionar Republicanos e PL a reavaliar espaços na coligação. Antes do apoio de Pazolini ao PL, o governador Ricardo Ferraço já havia ensaiado aproximação com Renzo Vasconcelos; a possibilidade foi levada ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
As conversas devem prosseguir nas próximas semanas, prazo final para a definição das coligações partidárias para o pleito estadual.
Com informações de Folha Vitória










