A seleção da Espanha voltou ao topo do futebol mundial neste domingo (19), ao derrotar a Argentina por 1 a 0 na prorrogação da final da Copa do Mundo de 2026, disputada no New York/New Jersey Stadium, em East Rutherford (EUA). O gol de Ferran Torres, aos dois minutos do segundo tempo extra, garantiu o bicampeonato espanhol, 16 anos depois do primeiro troféu, obtido na África do Sul.
Domínio espanhol do início ao fim
Durante 120 minutos, a equipe comandada por Luis de la Fuente manteve pressão constante sobre os atuais campeões. No tempo regulamentar, criou 19 oportunidades contra nenhuma finalização argentina. O goleiro Emiliano “Dibu” Martínez evitou o gol em pelo menos cinco lances claros. A situação sul-americana piorou aos 47 do segundo tempo, quando Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.
Herói vindo do banco
A exemplo de 2010, quando Andrés Iniesta decidiu o título, o gol espanhol nasceu dos pés de um jogador que começou no banco. Após cruzamento de Pedro Porro e desvio de Nico Williams, Ferran Torres completou de primeira, sem chances para Dibu. O atacante ainda marcou outra vez, mas o lance foi anulado por impedimento.
Marcos históricos
Com a vitória, a Espanha tornou-se o primeiro país a ostentar simultaneamente os títulos mundiais masculino (2026) e feminino (2023). A equipe também quebrou o recorde mundial de invencibilidade, alcançando 38 partidas sem derrota e superando a marca da Itália (2018-2021).
Juventude que impressiona
O elenco espanhol apresentou a sexta menor média de idade do torneio (26,2 anos). Destaque para Lamine Yamal, de 19 anos, o campeão mais jovem desde Ronaldo (17) em 1994 e o quarto mais novo da história das Copas. Gavi, Pedri e Nico Williams reforçam a perspectiva de um time forte para 2030, quando a Espanha será uma das sedes do Mundial.

Imagem: REUTERS
Despedida amarga para Messi
Do lado argentino, a derrota adiou o sonho do tetracampeonato e marcou a despedida de Lionel Messi das Copas. Aos 39 anos e em seu sexto Mundial, o camisa 10 encerra a trajetória com o título de 2022, dois vice-campeonatos (2014 e 2026) e 21 gols, segunda maior marca da história — um gol atrás de Kylian Mbappé, que chegou a 22 na decisão do terceiro lugar.
A conquista espanhola reuniu em Nova Jersey ídolos do título de 2010, como Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol e o próprio Iniesta, que celebraram a chegada da segunda estrela à camisa vermelha.
Com informações de Agência Brasil











