Jack Clark, cofundador da Anthropic e chefe de Public Benefit da Anthropic PBC, confirmou que a empresa apresentou ao governo Trump detalhes do novo modelo de inteligência artificial Mythos.
O pronunciamento ocorreu durante o Semafor World Economy Summit, nesta semana. Clark explicou que, apesar de a companhia mover um processo contra o Departamento de Defesa (DoD) desde março, considera essencial manter diálogo com autoridades federais sobre tecnologias que possam afetar a segurança nacional.
Anunciado na semana passada, o Mythos é descrito como tão poderoso em recursos de cibersegurança que, segundo a Anthropic, não será disponibilizado ao público. Depois de o governo ser informado, a administração Trump teria incentivado grandes bancos — JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Citigroup, Bank of America e Morgan Stanley — a testarem o sistema.
Disputa com o Pentágono
Em março, a Anthropic abriu ação contra o DoD após ser classificada como “risco à cadeia de suprimentos”. O atrito envolvia a possibilidade de uso irrestrito dos sistemas da empresa pelo Exército em operações de vigilância em massa de cidadãos norte-americanos e em armas totalmente autônomas. O contrato acabou ficando com a OpenAI.
No evento, Clark minimizou a rotulagem de risco, definindo-a como “disputa contratual limitada” que não deve prejudicar a cooperação em temas de defesa. “O governo precisa conhecer essas tecnologias, e devemos criar novas formas de parceria com o setor privado”, afirmou.

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Impacto na educação e no emprego
Questionado sobre o efeito da IA no mercado de trabalho, Clark relativizou a previsão do CEO da Anthropic, Dario Amodei, que teme desemprego em níveis da Grande Depressão. De acordo com o executivo, os economistas da empresa detectam, por ora, apenas sinais de fragilidade na contratação de recém-graduados em alguns setores, mas a companhia se prepara para eventuais mudanças mais amplas.
Quanto à escolha de cursos universitários, Clark recomendou formações que combinem várias áreas do conhecimento e desenvolvam pensamento analítico. Para ele, a IA oferece “acesso quase ilimitado a especialistas”, mas o diferencial humano continuará sendo a capacidade de formular boas perguntas e integrar perspectivas de diferentes disciplinas.
Com informações de TechCrunch







