O RPG de mundo aberto Crimson Desert, lançado em 19 de março de 2026 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X, tornou-se alvo de críticas depois que jogadores identificaram artes criadas por inteligência artificial (IA) que permaneceram na versão final do jogo.
“Placeholder” gerado por IA
A desenvolvedora sul-coreana Pearl Abyss reconheceu que utilizou IA para produzir imagens temporárias — entre elas, criaturas com número de patas fora do padrão — e que parte desse material acabou não sendo removida antes da distribuição. Em publicação na rede social X, o estúdio pediu desculpas pela “falta de transparência” e informou que está realizando uma “auditoria abrangente” para garantir a exclusão de todo conteúdo gerado por IA.
A empresa também acrescentou uma nota de uso de IA na página do jogo na Steam após a repercussão. Apesar da polêmica, Crimson Desert já ultrapassou 2 milhões de cópias vendidas, de acordo com dados divulgados pelo próprio estúdio.
Casos semelhantes
O episódio repete situação vista em Clair Obscur: Expedition 33, título da francesa Sandfall Interactive lançado em 2025. O jogo recebeu 12 indicações no The Game Awards e conquistou nove troféus, mas teve dois prêmios retirados pelo Indie Game Awards após a desenvolvedora admitir o uso de IA em artes de apoio. Mesmo assim, Clair Obscur manteve indicações em outras premiações, inclusive 12 nomeações na 22ª edição do BAFTA Games Awards.
A adoção de IA também foi mencionada por outros estúdios. A Embark Studios afirmou ter reduzido custos de desenvolvimento de ARC Raiders com ferramentas desse tipo. Já a Larian Studios sinalizou inicialmente que usaria IA em um novo projeto da série Divinity, mas recuou e garantiu que não recorrerá à tecnologia para criar artes conceituais.

Imagem: Internet
Regras e percepção do público
Plataformas como a Steam passaram a exigir que desenvolvedores informem quando utilizam conteúdo gerado por IA. Entretanto, pesquisas recentes citadas pela imprensa internacional indicam que grande parte dos jogadores não considera o tema determinante na hora de comprar ou premiar um game.
Enquanto o debate sobre direitos autorais, impacto ambiental e transparência continua, o mercado segue dividido entre estúdios que apostam na tecnologia para acelerar processos e premiações que tentam definir limites claros para a participação de obras produzidas — mesmo que parcialmente — com auxílio de inteligência artificial.
Com informações de GameSpot






