A Meta anunciou que passará a registrar movimentos de mouse e toques de teclado de seus próprios funcionários para ampliar o banco de dados utilizado no treinamento de seus modelos de inteligência artificial. A iniciativa foi revelada em 21 de abril de 2026 e noticiada inicialmente pela agência Reuters.
Segundo a companhia, o objetivo é fornecer exemplos reais de como as pessoas interagem com aplicativos de computador. “Se queremos criar agentes capazes de ajudar em tarefas cotidianas, nossos modelos precisam de casos reais de uso — como mover o cursor, clicar em botões e navegar por menus”, explicou um porta-voz à TechCrunch.
De acordo com a empresa, um software interno coletará esses dados em aplicativos específicos. A Meta afirma que implementou salvaguardas para evitar a captura de conteúdo sensível e garante que as informações não serão empregadas para outros fins além do treinamento de IA.
A busca por novas fontes de dados tem se intensificado no setor. Na semana anterior, surgiram relatos de que comunicações internas de startups antigas — incluindo arquivos do Slack e tickets do Jira — estariam sendo reaproveitadas como material de treinamento para sistemas de inteligência artificial.

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O registro de interações de colaboradores acrescenta um novo capítulo às discussões sobre privacidade no ambiente corporativo, à medida que empresas de tecnologia recorrem a seus próprios arquivos internos para alimentar ferramentas cada vez mais avançadas.
Com informações de TechCrunch







