Los Angeles (25.mar.2026) – Um júri da Suprema Corte do Condado de Los Angeles considerou, nesta quarta-feira, que a Meta e o YouTube foram negligentes ao contribuir para problemas de saúde mental de uma jovem usuária, identificada pelas iniciais K.G.M., ou Kaley, hoje com 20 anos.
O veredicto determinou o pagamento de US$ 3 milhões em indenização compensatória, sendo 70% desse valor de responsabilidade da Meta. O júri ainda analisa a possibilidade de estabelecer danos adicionais.
Acusações do processo
Kaley alegou que o design “altamente viciante” das plataformas prejudicou sua saúde durante a adolescência, provocando ansiedade, depressão e dismorfia corporal. A defesa da Meta tentou atribuir os transtornos a fatores externos, como conflitos familiares e o divórcio dos pais, mas os jurados consideraram que a empresa tinha conhecimento dos efeitos de suas ferramentas sobre adolescentes e, mesmo assim, buscou ampliar o engajamento desse público.
Pesquisas internas e acordo prévio
Documentos apresentados ao tribunal indicaram que a Meta realizava estudos sobre o impacto de suas redes em jovens e utilizava os resultados para otimizar a permanência dos usuários. Antes do início do julgamento, TikTok e Snap fecharam acordos extrajudiciais com a autora da ação.

Imagem: Getty
Possível efeito dominó
A decisão, anunciada um dia depois de a Meta perder processo semelhante no Novo México, pode fortalecer ações futuras que busquem responsabilizar redes sociais por falhas de segurança ou pelos efeitos de seus algoritmos.
Com informações de TechCrunch







