O enfraquecimento do coração vai além da dificuldade de bombear sangue. Quando a circulação perde força, os rins também entram em risco, alerta o nefrologista Thiago Croce, do Vitória Apart Hospital. A menor oferta de oxigênio e nutrientes prejudica a filtração de impurezas, favorece retenção de líquidos e eleva a pressão arterial.
Consequências clínicas
De acordo com o especialista, a combinação entre fluxo sanguíneo reduzido e sobrecarga de líquidos pode levar à piora da função renal, queda no volume urinário e internações repetidas. Sintomas como falta de ar, inchaço nas pernas, cansaço aos pequenos esforços e ganho rápido de peso costumam levar o paciente ao consultório — momento em que, frequentemente, exames apontam alteração simultânea no coração e nos rins.
Avanços terapêuticos
A medicina dispõe hoje de opções capazes de proteger órgãos vitais de forma conjunta. Os inibidores de SGLT2, dapagliflozina e empagliflozina, reduziram o número de hospitalizações por insuficiência cardíaca, retardaram a perda da função renal e diminuíram o risco cardiovascular. Já a finerenona, inicialmente testada em pessoas com diabetes tipo 2 e doença renal crônica, mostrou-se eficaz em reduzir a progressão da enfermidade e as complicações cardíacas, com estudos recentes apontando benefícios também para pacientes sem diabetes.
Pesquisas em andamento avaliam o uso do medicamento em portadores de diabetes tipo 1 e de determinadas glomerulopatias, indicando uma fase de rápida evolução na cardio-nefrologia.

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Prevenção continua essencial
Mesmo com os avanços farmacológicos, o controle da pressão arterial, do diabetes, a redução de sal na dieta, a prática de exercícios físicos, a suspensão do tabagismo e a adesão correta às prescrições médicas seguem como pilares para evitar complicações.
Com informações de Folha Vitória












