Um pequeno grupo de desenvolvedores da Valve está investigando o uso de inteligência artificial generativa para auxiliar na criação de diálogos contextuais em jogos, revelou Erik Wolpaw, roteirista de Half-Life 2, Left 4 Dead e Portal, em entrevista ao canal MinnMax.
De acordo com Wolpaw, a equipe vem “mexendo” na tecnologia e já aprendeu “muita coisa” durante os testes. Apesar do interesse, o escritor não acredita que a IA esteja pronta para substituir a escrita criativa humana. Segundo ele, no estágio atual, os sistemas ainda apresentam desempenho “bastante fraco” para produzir textos literários de qualidade.
O roteirista vê, porém, potencial para a IA atuar como ferramenta de apoio em jogos que exigem inúmeras falas reativas a situações específicas, como gritos de alerta ou comentários dos personagens quando determinado evento ocorre. “É o único campo em que sinto que vale a pena investigar”, afirmou, citando exemplos de jogos de tiro cooperativos em que cada ação do jogador pode disparar uma linha de diálogo diferente.
Wolpaw esclareceu que, por enquanto, a Valve apenas “dá uma olhada” na tecnologia e que qualquer solução adotada futuramente será “endossada pela própria Valve”. Para ele, ignorar a novidade seria “um desperdício”, já que o tema domina as discussões atuais da indústria.

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Outros estúdios já utilizam recursos semelhantes: The Finals e Arc Raiders, da Embark, contam com sistemas de texto-para-fala baseados em IA para gerar falas dinâmicas. Ao mesmo tempo, o uso de IA em games tem provocado polêmica. Títulos como Clair Obscur: Expedition 33 e Crimson Desert retiraram artes criadas por IA após críticas, enquanto receios sobre perda de empregos seguem em pauta. Recentemente, a Epic Games demitiu mil funcionários e negou relação entre os cortes e a adoção de ferramentas de IA.
Com informações de GameSpot






