Ausência de produção de conteúdo impõe custo competitivo às empresas, aponta análise

O início de 2026 registrou a explosão de um bordão inusitado nas redes sociais: “sabor energético”. A expressão, repetida em vídeos curtos e memes, ilustra como uma mensagem simples e facilmente replicável pode dominar a atenção do público e tornar-se ferramenta de marketing.

Esse fenômeno evidencia uma mudança estrutural no mercado. Produzir conteúdo deixou de ser prática individual e passou a funcionar como infraestrutura econômica, capaz de organizar atenção, orientar escolhas e reduzir o esforço de convencimento em ambientes competitivos.

Mercado de influência movimenta bilhões

Relatórios recentes da Influencer Marketing Hub mostram que o marketing de influência já movimenta dezenas de bilhões de dólares por ano em todo o mundo. Paralelamente, o Edelman Trust Barometer indica que consumidores tendem a confiar mais em empresas que se comunicam de forma consistente e transparente, fator que impacta diretamente na decisão de compra.

Risco de ceder a própria narrativa

Mesmo assim, parte do empresariado ainda evita produzir conteúdo próprio, alegando estratégia ou preservação de imagem. Na prática, essa escolha transfere a terceiros — influenciadores, mídia paga ou concorrentes — o controle sobre a narrativa do negócio, gerando assimetria de informação e fragilizando a posição competitiva da marca.

Publicidade tradicional encarece

Dependência exclusiva de mídia paga obriga as empresas a investir valores cada vez maiores para alcançar audiências menores e menos qualificadas. Conteúdo proprietário, ao contrário, funciona como ativo acumulativo: diminui gastos com anúncios, amplia alcance orgânico e fortalece o relacionamento contínuo com o público.

Setores mais e menos impactados

Negócios digitais, marcas pessoais, educação e bens de consumo sentem mais diretamente a necessidade de visibilidade pública e autoridade. Em segmentos industriais ou altamente especializados, o conteúdo tende a ser mais técnico e discreto, mas a lógica de redução de ruído informacional permanece relevante.

Casos brasileiros

A expansão da G4 Educação e a consolidação da Boca Rosa Company exemplificam o uso de conteúdo como parte central do modelo de negócio, com redução no custo de aquisição de clientes, reforço de autoridade e construção de vínculo direto com o consumidor.

O bordão “sabor energético” mostra como uma mensagem curta pode permanecer nas redes por semanas, evidenciando o valor econômico de uma comunicação simples, reconhecível e repetível. Em mercados com circulação acelerada de informação, deixar de produzir conteúdo transforma-se em desvantagem difícil de justificar.

Com informações de Folha Vitória

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