Agências federais dos Estados Unidos emitiram novo alerta sobre ataques de hackers apoiados pelo governo do Irã que estariam comprometendo e provocando interrupções em sistemas de controle industrial de provedores norte-americanos de água e energia.
Em comunicado atualizado nesta quarta-feira (23), FBI, Agência de Segurança Nacional (NSA), Departamento de Energia e Agência de Segurança de Infraestrutura e Cibersegurança (CISA) informaram que os invasores têm como alvo controladores lógicos programáveis (PLCs) conectados à internet. Ao alterar dados exibidos nos painéis desses equipamentos, os criminosos conseguem gerar falhas e paralisações.
Alvos ampliados
Os primeiros ataques, identificados no início do ano, focavam em controladores da Rockwell. Agora, segundo o aviso, dispositivos da Schneider Electric e da Siemens também estão sob risco. As agências alertam que qualquer sistema de controle industrial exposto à internet pode ser afetado e recomendam que operadores de infraestrutura crítica adotem medidas imediatas de proteção.
Intrusão documentada
O FBI relatou que, em um dos incidentes, os hackers acessaram a rede de um provedor de infraestrutura crítica e alteraram a lógica de programação dos controladores, desativando processos responsáveis por desligamentos de emergência e alarmes. A mudança permitiu que o sistema operasse em condições inseguras sem alertar os operadores.
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Motivação e histórico
De acordo com as autoridades, a ação visa causar efeitos disruptivos em território norte-americano, possivelmente em resposta ao conflito em curso entre Irã, Estados Unidos e Israel. Desde o início da guerra, em fevereiro, grupos iranianos e seus representantes intensificaram operações que vão de espionagem e vazamento de dados a ataques destrutivos.

Imagem: Getty
Entre os casos recentes, destacam-se o vazamento de e-mails pessoais do diretor do FBI, Kash Patel, e um ataque à fabricante de tecnologia médica Stryker, no qual o grupo Handala teria apagado remotamente dezenas de milhares de dispositivos de funcionários. A mesma facção assumiu autoria de violação de dados da fornecedora de água Cal Water, na Califórnia, em junho, alegando ter capacidade de interromper o abastecimento — informação não confirmada pela empresa, que disse não ter encontrado indícios de acesso não autorizado às redes operacionais.
Com informações de TechCrunch











