De acordo com uma pesquisa recente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o sistema de pagamentos Pix correspondeu a 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes no Brasil. Embora o cartão de crédito continue sendo o meio de pagamento mais utilizado, o Pix tem ganhado destaque, especialmente entre pequenos negócios e redes de alimentação rápida, com maior adesão nas regiões Norte e Nordeste.
A pesquisa foi realizada com 2.109 estabelecimentos e, embora seja conduzida mensalmente, essa foi apenas a segunda vez que a Abrasel incluiu questões sobre formas de pagamento. Na primeira edição, realizada em 2024, 1.466 comerciantes foram entrevistados.
Na pesquisa anterior, o Pix representava 16,5% das transações, e seu crescimento se deu, em grande parte, à diminuição do uso de dinheiro em espécie, que hoje corresponde a apenas 8,3% das vendas. O cartão de crédito, por sua vez, permanece na liderança em todas as regiões, com uma participação de 41,5%, seguido pelo cartão de débito com 25,1%. O uso de dinheiro em espécie e vouchers ocupa 8,3% e 4,6%, respectivamente, enquanto o cheque representa menos de 1% das transações.
O estudo também revelou que a adoção do Pix é mais significativa entre pequenos estabelecimentos. Para aqueles com faturamento anual de até R$ 130 mil, o Pix representa 30,4% das vendas. Entre empresas que faturam entre R$ 130 mil e R$ 360 mil, a participação é de 22,6%, e para aquelas na faixa de R$ 360 mil a R$ 1 milhão, o número é de 24%. Em contrapartida, empresas com faturamento superior a R$ 1 milhão apresentam uma participação do Pix que varia entre 14,9% e 17,5%.
O tipo de estabelecimento também reflete no uso do Pix. Nos negócios de alimentação rápida, ele já responde por 24,6% das vendas, enquanto em restaurantes especializados, a participação é de 21%. Bares e casas noturnas apresentam 19,9%, e restaurantes que servem refeições completas alcançam 17%.
“Os clientes buscam agilidade, praticidade e segurança ao realizar pagamentos, enquanto os empresários preferem soluções que minimizem custos e proporcionem previsibilidade ao fluxo de caixa. O Pix atende a essas demandas, tornando-se uma ferramenta essencial para o setor”, comentou Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, em nota.
O uso do Pix também varia conforme a região. O Norte lidera com 29,8% nas vendas de salão e balcão, superando os 25,5% do levantamento anterior e também a participação do cartão de débito, que é de 24,5%. O Nordeste vem em seguida, com 24,2%, enquanto o cartão de débito nessa região representa 23,4%.
Nas demais regiões, o Pix ocupa a terceira posição entre os meios de pagamento: no Sudeste, ele representa 18,1% das transações; no Centro-Oeste, 17,9%; e no Sul, 16,5%. Mesmo assim, a Abrasel considera o Pix um meio de pagamento consolidado em todo o território nacional.
O uso de dinheiro em espécie continua a diminuir, com sua participação abaixo de 11% nas vendas em todas as regiões. Segundo a Abrasel, esses dados refletem o crescente processo de digitalização do consumo no Brasil.
“O Pix não é apenas uma forma de pagamento; ele também abre portas para que bares e restaurantes desenvolvam programas de fidelidade, integrem pedidos digitais e ofereçam novas experiências aos consumidores, além de fomentar mais eficiência, inovação e competitividade no setor”, finalizou Solmucci.





