Chip da Science Corp para restaurar visão obtém aprovação da União Europeia

A Science Corporation recebeu sinal verde do regulador europeu de dispositivos médicos para comercializar o PRIMA, implante ocular destinado a devolver a visão a pessoas com degeneração macular relacionada à idade.

O aval europeu marca a estreia comercial do sistema, que também conquistou, nos Estados Unidos, uma designação da Food and Drug Administration (FDA) que abre caminho para revisão acelerada no tratamento de duas formas raras de cegueira.

Como funciona o PRIMA

O procedimento, realizado em regime ambulatorial e com duração aproximada de uma hora, insere um microchip na parte posterior do olho. Depois da cirurgia, o paciente utiliza óculos com câmera que envia imagens ao implante, possibilitando o retorno da visão funcional.

Segundo Max Hodak, fundador e presidente-executivo da Science Corp, usuários já demonstram resultados significativos. Um paciente na França leu um romance de 300 páginas e outro fez um desenho da Ópera de Sydney; há ainda registros de pessoas resolvendo palavras-cruzadas e sudoku.

Estratégia de mercado

Cada dispositivo deve custar centenas de milhares de dólares. A empresa negocia com provedores de saúde europeus a forma de reembolso e planeja iniciar os primeiros procedimentos comerciais na Alemanha, palco dos ensaios clínicos, possivelmente em setembro.

A meta é tornar o produto mais compacto: a próxima geração do chip deve ampliar a qualidade da imagem, enquanto os óculos — hoje dependentes de um pack de bateria — deverão se aproximar do formato de óculos de realidade aumentada, ainda que demandem mais energia e capacidade de processamento.

Chip da Science Corp para restaurar visão obtém aprovação da União Europeia - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Origem e próximos passos

Hodak, cofundador e ex-presidente da Neuralink, deixou a companhia de Elon Musk em 2021 para criar a Science Corp, que aposta em interfaces cérebro-computador híbridas de silício e células vivas. Para acelerar seu plano, comprou em 2024 a francesa Pixium, desenvolvedora original do PRIMA, e adaptou o projeto para atender às exigências regulatórias.

Além do segmento ocular, a empresa trabalha com o neurocirurgião Murat Günel, da Escola de Medicina de Yale, na preparação de testes clínicos de um sensor cerebral bio-híbrido implantável. Entretanto, de acordo com Hodak, o avanço do PRIMA é vital para sustentar financeiramente as iniciativas de longo prazo da companhia.

Com informações de TechCrunch

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Recentes

Compartilhe como preferir

Copiar Link
WhatsApp
Facebook
Email