A ação judicial que acusava a Meta de criar plataformas de uso compulsivo foi encerrada após o autor retirar a queixa sem qualquer acordo financeiro. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (22).
O processo, movido por um adolescente da Flórida identificado pelas iniciais R.K.C., havia se tornado um caso-teste (bellwether) na Suprema Corte da Califórnia, em Los Angeles, com início do júri marcado para a próxima semana. Antes disso, TikTok e YouTube já haviam fechado acordos com o mesmo autor, enquanto a Snap anunciou um acerto preliminar na terça-feira (21), deixando a Meta como única ré remanescente.
O jovem alegava que Facebook e Instagram adotam recursos como rolagem infinita e notificações constantes para incentivar o uso prolongado. A ação integrava um conjunto de milhares de processos apresentados por adolescentes, distritos escolares e procuradores-gerais estaduais contra grandes empresas de tecnologia sob acusações semelhantes.
A retirada acontece após derrotas recentes da Meta em tribunais dos Estados Unidos. Em fevereiro, a empresa foi condenada no Novo México a pagar US$ 375 milhões por supostamente enganar consumidores sobre a segurança de suas plataformas e colocar crianças em risco. Já em março, um júri de Los Angeles determinou pagamento de cerca de US$ 6 milhões em outro caso relacionado a danos provocados por redes sociais.

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Em nota, a Meta afirmou que o desfecho “deixa claro que não recuaremos ao defender-nos de processos infundados”. A companhia estava preparada para argumentar que o autor usava Facebook e Instagram apenas alguns minutos por dia, tendo criado a maior parte das contas depois de contratar advogados.
Com informações de TechCrunch








